Arte Brasilis 2

É a continuidade de ARTE BRASILIS http://artebrasilis.blog.terra.com.br Uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA, EDUCAÇÃO e CULTURA DE PAZ. artebrasilis@hotmail.com - artebrasilis@bol.com.br

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Arquivo de: Dezembro 2008, 15

15.12.08

O PÃO NOSSO DE CADA DIA

categorias: VIDA SAUDÁVEL

A AMIGA SANDRA R. NOS INDICOU ...

FAZER PÃO É UMA ARTE ! RECOMENDAMOS ESTE SITE, TÃO  BEM ELABORADO QUANTO ATRATIVO !

(EDIÇÃO ARTE BRASILIS)

(CLIQUE NAS IMAGENS E REDIRECIONE PARA O SITE)

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O pão é um dos primeiros alimentos preparados pelo homem. Resultado de uma mistura de cereais, líquido e sal supõem-se que sua história começa com o cultivo do trigo na Mesopotâmia há 12 mil anos.

O trigo que de iníco era mastigado, foi triturado entre pedras e virou farinha. Aos poucos, líquidos diversos como suco de uvas ou água, além de mel e frutas foram misturados a essa farinha e cozinhos em pedras quentes. Eis os primeiros pães: resultado da interação de alimentos cotidianos que geram um alimento novo!

O forno de barro para assar o pão bem como o fermento que possibilitava uma pão macio e leve são atribuídos aos egípcios, cerca de 3.000 a.C. Já aos gregos atribui-se o início da comercialização dos pães que eram considerados sagrados nas primeiras padarias.

Com o passar dos anos o pão se espalhou pelo mundo através das trocas comerciais e sua importância se tornou cada vez maior entre as sociedades. Hoje faz parte de nossas mesas diariamente nas suas mais variadas formas.

Alimento simbólico em diversas religiões, como o símbolo do corpo de Cristo para os católicos ou o pão ázimo, sem fermento, feito pelos israelitas antes da fuga para o Egito e que hoje é feito durante a Pessach (páscoa judaica).

O Pão é sagrado! Elé é pura alquimia. É união, integração dos alimentos: ao fazer um pão você está dando forma, deixando crescer e nascer!

O pão é o alimento da vida. Ele nutre o corpo e a alma. O pão é a energia que vem das mãos, desde os primórdios do homem.

No dia de fazer pão, a cozinha se transforma em santuário - música suave, ambiente encantado pela energia da paz e da alegria, da saúde do ser e de ser!

Amassa-se o trigo, une-se ao amor, deixa descansar pra crescer e com cuidado e ternura O Pão Nosso de Cada Dia chegar até a sua mesa! É isso que desejo: trazer o pão sagrado que nos alimenta há gerações e gerações para você, para alimentar seu corpo e sua alma!

E para isso ganhamos esse novo canal: o site d’O Pão Nosso de Cada dia inaugura hoje trazendo para você o que temos de melhor para você! Fique a vontade para deixar suas sugestões e críticas e também para falar comigo e fazer seus pedidos.

Conheça ( NO SITE ) a Celebridade da Semana que traz um pão acompanhando uma reflexão para a sua semana que começa e as Especialidades para o seu Natal e futuramente traremos mais novidades.

Seja bem vindo a nossa casa! ( LINK SITE )

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Um Conceito Diferente em Pães Artesanais

Lembrança de criança, de casa da tia, da madrinha sempre por perto… memória de cheiro bom e água na boca.

Café esquentando no fogão à lenha, o galo cantando e o cheirinho de pão assado, quentinho e fresquinho… tempo bom… tempo de nossas avós!

Tempo aonde a gente sabia até quem plantava o alimento na horta, entregava em casa para ser acolhido pelo calor do fogão e chegar à mesa.

Reuniões de tias e amigas na cozinha e todos os assuntos viravam temperos, bolos, tortas e PÃES e assim saboreava-se a VIDA!

É como se os ingredientes tivessem a maior alegria em se encontrarem e ficarem juntos sabendo qual será a função deles na vida de cada pessoa que o recebe e se alimenta dele.

E é assim que são confeccionados os PÃES do “O Pão Nosso de Cada Dia!” Um conceito de resgate da força do feminino através do PÃO, degustar a VIDA em cada fatia… e a energia desse maravilhoso alimento.

A receita é muito variada, mas os ingredientes são os mesmos: alegria, consciência, renascimento, relacionamentos, existência, saúde e AMOR.

É um PÃO que nasce pra NUTRIR corpo e ALMA!!!

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LEIA TAMBÉM AQUI NO ARTEBRASILIS...

http://artebrasilis2.blog.terra.com.br/hoje_e_dia_do_pao

http://artebrasilis2.blog.terra.com.br/ode_ao_pao_pablo_neruda


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VAZIO DE OBRAS E IDÉIAS

categorias: FIQUE LIGADO !

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A Bienal de São Paulo e o vazio da arte contemporânea

4 de Dezembro de 2008 -  Almandrade - link matéria www.culturaemercado.com.br


Depois que o entretenimento passou a ser um requisito de fácil utilização da arte contemporânea mais difundida, o olhar foi surpreendido pela ausência de raciocínio. A 28ª Bienal de Arte de São Paulo está vazia de obras e idéias.

Difícil até de fotografar como constata o fotógrafo Thomas Milz ao fazer uma viagem com sua câmara fotográfica no prédio projetado por Oscar Niemeyer e terminou registrando a euforia e a disputa do público para escorregar no tobogã, instalado nas dependências do prédio. Uma obra de arte? Uma diversão? Pouco importa.

Fazemos parte de uma civilização sem tempo para se dedicar ao pensamento, irremediavelmente contaminada pela carência de lazer. Uma cultura do efêmero.

Para o público viciado no espetáculo do consumo, visitar a 28ª Bienal é mais uma diversão, um lugar do flerte e da ociosidade, um ponto de encontro para se falar de recessão, da crise financeira global, do carro novo, de tudo, menos de arte. As bienais de arte perderam a credibilidade, há muito tempo. Nessa mostra a arte é um adjetivo substituível na frase. O que interessa é a ilusão da praça protegida que não existe mais na cidade. Destruída de seus valores e funções, a cidade é selvagem, recuperar a convivência com o outro, com o desconhecido, o espaço social, é um desafio e uma necessidade, mas não é a função principal da arte.

A obra de arte já não é mais o atrativo do espetáculo, diante da importância exacerbada do patrocinador e do curador. O artista passa quase despercebido e a obra é um simulacro. O marketing do produto é mais importante que o próprio produto.

A idéia de arte, que vem desde a renascença como saber autônomo, foi substituída por mais um produto de consumo, condicionado à indústria da moda e aos agentes externos que ditam as regras do circuito de arte. O público geralmente consome qualquer coisa. Na condição contemporânea de articulação social, a arte foi reduzida a acessório, como mostra esta bienal, de aproximação das pessoas com a cidade. Uma cidade da especulação imobiliária e da economia do metro quadrado, com uma arquitetura sem poesia, esvaziada de sentido, ameaçada por todos os tipos de violências e medos. Medo até de consumir o que não está na moda. Uma cidade destruída de valores, deserta e entulhada de imagens.

Diante dos pilotis do prédio de Oscar Niemeyer, observamos a perspectiva do espaço celebrado pela fotografia, uma pergunta ou uma dúvida: Será que esta bienal quer estimular um questionamento sobre o vazio da arte e da vida moderna de uma civilização utilitária e frívola? Não sabemos ao certo. A obra do arquiteto é que ficou visível. Um monumento ao vazio para reverenciar ou ironizar a racionalidade e a objetividade da arquitetura moderna.

O olhar atendo do fotografo testemunha a relação do espectador com a solenidade do espaço, a indiferença com a arte. A sensação era a mesma de estar num shopping center.

Mesmo quando avistamos manifestações que a curadoria e o contexto determinaram como obra de arte, não experimentamos nenhum estado de desejo, o olhar permanece alheio ao que ver. Será que estamos em crise? Do consumo de arte à relação amorosa não sabemos mais onde colocar o desejo. As responsabilidades são negociadas, trocadas. A ética deixada de lado. No meio de arte, quem decide o Ministério da Cultura ou a Petrobras? Por exemplo. Para que serve uma mostra de arte desse porte? É uma boa pergunta depois de uma visita à 28ª Bienal de São Paulo.

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  • Postado em 14:37:54

CULTURA DIGITAL: UMA AMEAÇA ?

categorias: EDUCAÇÃO EM REDE

Cultura digital: uma ameaça?


4 de Dezembro de 2008 -  Erlon José Paschoal  -  link matéria www.culturaemercado.com.br

A todo momento ouvimos ou lemos que os suportes tradicionais estão com os dias contados: o jornal, o livro e o CD estariam marcados para morrer, em função da velocidade da produção industrial atual e das práticas inovadoras que se tornaram uma imposição do mercado. Em função disso somos forçados pelas circunstâncias a consumir cada vez mais produtos novos que superam os anteriores em qualidade, praticidade e design.

As novas tecnologias on line vão possibilitando a todo cidadão do mundo o acesso a informações e conhecimentos antes inimagináveis. Os suportes virtuais, de um lado, e os materiais inspirados pela nanotecnologia, de outro, vão substituindo muito rapidamente os anteriores e ampliando as formas de aquisição e fruição de filmes, notícias, músicas, obras artísticas e literárias. São mudanças relativas à produção e à comercialização, que acarretam transformações comportamentais, aumentando muitas vezes a distância entre as gerações.

Mas realmente faz algum sentido temer essa terrível ameaça da cultura digital? Muitos se assustam ao pensar no projeto do Google, que está engajado em tornar todas as informações do mundo disponíveis no ciberespaço, inclusive os livros. Para outros, o melhor é não pensar demasiado a respeito e seguir adiante com o seu processo criativo. Afinal, haverá sempre nesse mundo espaço para tudo e todos.

Nesse sentido vale destacar uma rede de lojas na Alemanha especializada em eletro-eletrônicos e produtos musicais, a Saturn. Fiquei surpreso ao constatar num dos andares uma parede inteira expondo longplays, que muitos já supunham extintos e encontráveis apenas em lojas alternativas. Pude constatar que o público interessado naqueles espécimes raros não eram apenas dinossauros cabeludos e fora de moda, mas muitos jovens em busca de uma qualidade musical não mais acessível, segundo eles, nos MP3, nos CDs, nos celulares ou na internet.

O próprio capitalismo se reestrutura visando a nichos de consumo, sobretudo no tocante ao entretenimento e ao produto artístico. Sem esquecer que as desigualdades sociais e econômicas pressupõem a convivência simultânea de diferentes épocas e, portanto, o consumo de diferentes produtos. Basta nos sentarmos em qualquer bar ao ar livre no Brasil, por exemplo, para sermos assediados por inúmeros vendedores de CDs. Ou seja, esse suporte continua sendo consumido por milhares de pessoas; mudaram somente os proprietários e os detentores dos lucros.

Mesmo mudando os meios, os suportes, muitas questões se mantêm as mesmas: se escrevo um blog ao invés de um livro, continuo precisando de leitores; se divulgo no Youtube uma canção, um filme ou outra obra qualquer, ao invés de utilizar um suporte tradicional, necessito de espectadores/internautas. As relações entre a obra e o seu público ainda são regidas pela mesma lógica e pelas mesmas necessidades. Mudaram apenas as circunstâncias, os desafios continuam os mesmos.

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