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Ciência versus crença...
Como funciona o déjà vu?
Cida Capo de Rosa
A sensação de déjà vu, diferentemente do que acredita muita gente, não é uma evocação de memórias de vidas passadas, como pregava o parapsicólogo francês Emile Boirac, criador do termo no século 18. Fenômeno de origem 100% biológica, ele ocorre quando há uma disfunção momentânea na comunicação entre os neurônios em algum ponto do córtex cerebral (especula-se que no hipocampo) responsável pela codificação das informações recebidas e seu armazenamento na memória.
"Normalmente, as pessoas registram impressões e imagens bem antes de terem consciência delas. Durante essa alteração (o tal déjà vu), um estímulo novo pode ser percebido como parte da memória, dando a sensação de que aquela experiência já aconteceu antes", diz Gilberto Xavier, neurocientista do Instituto de Biociências da USP.
Essa sensação é muito mais comum do que se pensa. Segundo pesquisas recentes, cerca de dois terços dos americanos adultos disseram já tê-la experimentado pelo menos uma vez. Na maioria delas, o evento não sinaliza nenhuma anormalidade. "Contudo, se as sensações são freqüentes e vêm acompanhadas por perda da consciência e comportamentos autômatos – como ficar mastigando sem ter nada na boca ou ataques de sonambulismo –, então há motivos para suspeitar de epilepsia", afirma a neurologista Ana Paula Hamad, da Escola Paulista de Medicina.
Endereço desta matéria AQUI
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outra versão...
Do ponto de vista espiritual, pode-se afirmar que esta manifestação se expressa mesmo entre pessoas que não são ligadas a nenhuma religião, assim não é necessário nem que se acredite em reencarnação para se viver uma experiência desta natureza. Subitamente, o indivíduo sente uma comoção sem explicação despertar dentro de si, sob o impulso de um acontecimento determinado. É como se algum processo interior, de teor psíquico ou relativo à alma, levasse a pessoa a acreditar que já viveu aquela situação, causando em seu íntimo uma extrema emoção. Isto pode acontecer quando se conhece alguém e se sente imediatamente uma intimidade sem igual e um choque energético potente. Estas sensações podem acordar na alma lembranças de outras vidas, gravadas nos arquivos do espírito. Neste caso, a sintonia pode ser positiva ou negativa, provocando respectivamente sentimentos de atração ou de rejeição. Muitas histórias de amor à primeira vista, excluídos os casos que envolvem paixões e atitudes precipitadas, nascem desta forma.
Emile Boirac (1851-1917), um curioso pesquisador das faculdades psíquicas, foi o primeiro a utilizar a expressão ‘déjà vu’ para estes acontecimentos. Embora esta expressão se refira ao passado, na realidade é algo no presente que nos desperta para lembranças do que já passou, o que gera o sentimento de estranheza, fator que efetivamente distingue e define este fenômeno – esteja o fato pretensamente vivido no passado desta vida, ou em outras existências.
texto integral em : http://www.infoescola.com/psicologia/deja-vu
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NO CINEMA...

Título no Brasil: Déjà Vu
Título Original: Déjà Vu
País de Origem: EUA
Gênero: Ação / Suspense
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 126 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Estréia no Brasil: 19/01/2007
Site Oficial: http://dejavu.movies.go.com
Estúdio/Distrib.: Buena Vista
Direção: Tony Scott
Sinopse
Todo mundo já passou pela inquietante sensação do mistério do déjà vu - aquele lampejo de memória quando conhecemos alguém novo e sentimos que já o conhecemos, ou quando reconhecemos um lugar apesar de sabermos que nunca estivemos lá antes. Mas e se essas sensações estranhas e assustadoras forem, na verdade, avisos enviados do passado ou pistas para um futuro em andamento? No novo e instigante suspense de ação do produtor Jerry Bruckheimer e do diretor Tony Scott, escrito por Terry Rossio & Bill Marsilii, é a sensação de déjà vu que guia, inesperadamente, o agente da Agência de Tabaco, Álcool e Armas de Fogo (ATF), Doug Carlin (DENZEL WASHINGTON) através da investigação de um crime estarrecedor. Chamado para recuperar provas após a explosão cataclísmica de uma bomba em uma balsa de Nova Orleans, Carlin está prestes a descobrir que aquilo que a maioria das pessoas acredita que esteja só na mente delas é, na verdade, algo bem mais poderoso - e isso o levará em uma corrida de manipulação da mente para salvar centenas de pessoas inocentes. Na medida em que a investigação se aprofunda, ela não apenas investiga os planos de tempo e espaço mas também se torna uma história de amor inovadora que se passa de trás para frente, quando Carlin descobre sua confusa ligação emocional com uma mulher cujo passado guarda o segredo para impedir uma catástrofe que poderia destruir o futuro deles. Na fração de um segundo de um olhar, sem palavras, mas de total confiança, Carlin tem a chance de mudar tudo.
Clique na imagem e veja o trailer do filme:

O Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento - CPCD é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1984, em Belo Horizonte/MG, com a seguinte missão: promover educação popular e o desenvolvimento comunitário a partir da cultura, tomada como matéria-prima de ação institucional e pedagógica,
Para cumprir esta missão, o CPCD vem desenvolvendo projetos que já se tornaram referência de qualidade, exemplo de desenvolvimento sustentado e alternativa eficaz na implementação de políticas públicas e sociais.
Iniciados em Curvelo, vários projetos do CPCD estão sendo implantados em outras regiões de Minas Gerais (Vale do São Francisco e Vale do Jequitinhonha), disseminados para outros estados (Espírito Santo, Bahia, Sâo Paulo e Maranhão) e países (Moçambique e Guiné Bissau).
Razão do êxito do CPCD
A razão do êxito das ações do CPCD está apoiada no trinômio: metodologia inovadora, formação de educadores e participação comunitária.
Metodologia inovadora
A convicção de que "educação é algo que só ocorre no plural" e que “desenvolvimento é geração de oportunidades” forneceu a base para formulação das ações metodológicas dos nossos projetos - a pedagogia da roda, a pedagogia do brinquedo e a pedagogia do sabão:
busca sistemática de formas criativas e inovadoras de educação e de desenvolvimento sustentado;
utilização dos saberes e fazeres culturais dos participantes como matéria-prima de nossas ações pedagógicas;
diálogo como princípio de pluralidade e gerador de novas práticas educativas e de desenvolvimento.
Formação de Educadores
A certeza de que só a existência de educadores comprometidos e bem formados é condição essencial para o êxito de nossos projetos, levou o CPCD a investir seus esforços, energias e recursos na capacitação destes profissionais: provocadores de mudanças, criadores de oportunidades, construtores de cidadania e promotores de generosidade.
Participação Comunitária
Criança, adolescente, adulto - homens e mulheres - participantes, não como meros beneficiários ou objetos de nosso interesse, mas sujeitos e parceiros de todos os processos e etapas dos projetos, possibilitaram o enraizamento das propostas, a apropriação de novos conhecimentos, a geração de novas tecnologias e a formulação de indicadores de qualidade.
O resultado desta soma (missão + metodologia + formação + participação) são os nossos projetos sociais.
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O fundador: Tião Rocha é educador popular, antropólogo e folclorista.
Além do trabalho com o CPCD, Tião é autor de obras de desenvolvimento cultural e comunitário e membro de várias organizações de fomento a iniciativas na área. Conheça Tião Rocha, o idealizador e fundador do CPCD.
CONHEÇA TAMBÉM...
Projeto Bornal de Jogos [Bornal de Jogos - brincando também se ensina]
“Estudar brincando é igual tomar sorvete” (Dirce, 12 anos). Esta é a síntese deste projeto que dispõe de um acervo com mais de 300 jogos e brinquedos artesanais, feitos de sucata, à disposição de educadores e de escolas. Estudar matemática, português, ciências, história, geografia e mais, discutir cidadania, lógica, raciocínio, ética, violência, sexualidade, direitos humanos, etc, de forma alegre, prazerosa e lúdica.
[Objetivos ]
(1) Transformar a prática educativa e lúdica do CPCD (vivenciada e sistematizada) em instrumento de formação de novos educadores e novos educandos, consolidando e disseminando esta experiência dentro das escolas da rede pública das cidades onde o projeto estiver inserido, e posteriormente em outros municípios, (2) Possibilitar trocas e interações sócio-culturais-educativas entre as escolas participantes, desenvolvendo e preservando o patrimônio lúdico-cultural da infância dentro da escola, colocando-a como centro da cultura comunitária, aberto, plural, democrático e cosmopolita, (3) Valorizar a ludicidade como eixo da formação de crianças-cidadãs e instrumento de escrita e leitura do mundo.
[Bornal de Jogos da Paz - brincando e construíndo cidadania]
A proposta do Bornal da Paz é se transformar em um instrumento eficaz de construção de cidadania e paz nas escolas. Para isso, o Projeto oferece oficinas de confecção e utilização de jogos voltadas para professores das escolas públicas.
Apostar na criatividade e na potencialidade das crianças e adolescentes a construírem suas próprias “cartilhas da cidadania” é o que faz o Projeto, que disponibiliza um variado acervo de jogos, brinquedos, dinâmicas e estratégias comunicacionais. Essa é, sem dúvida, uma maneira ousada e excitante de possibilitar às crianças e adolescentes exercerem sua criatividade e aumentarem sua auto-estima e formar pessoas mais críticas, conscientes e criativas.
O Bornal da paz contribui para a mudança nos métodos tradicionais de ensino, oferecendo aos educadores e escolas, tecnologias educacionais lúdicas e envolventes.
[Objetivos]
Disponibilizar acervo de jogos, brinquedos, dinâmicas e estratégias educacionais, que contribuam com os educadores, no sentido de melhor cumprirem sua missão humana pela paz mundial e função social de construção da cidadania, aliando prazer e resultados, alegria e eficiência, somando criatividade ao desenvolvimento da vida escolar.
[Bornalzinho de Jogos]
O Bornal de Jogos cresceu, multiplicou e modificou-se. Surgiu o Bornalzinho, dirigido às crianças de 04 a 06 anos e destinado às mães-cuidadoras, agentes comunitários de educação e educadoras sociais das comunidades rurais e periféricas.
[Objetivos]
O projeto visa a produção regular de jogos e brinquedos pedagógicos, estimuladores de processos de aprendizagem - lúdicos e prazerosos - das crianças (em idade maternal e educação infantil), contribuindo para o desenvolvimento motor-intelectual-e-sensitivo, além da geração de oportunidades profissionalizantes no campo da produção artesanal de jogos e brinquedos populares para os jovens e mulheres da região, utilizando-se dos recursos materiais e das tradições do Vale do Jequitinhonha.
LEIA MATÉRIA REVISTA NOVA ESCOLA AQUI

CONHEÇA ALGUNS JOGOS VISITANDO A PÁGINA AQUI ( NO QUADRO > EM DESTAQUE > JOGOS DO BORNAL ) .
! ! ! ( ATENÇÃO. CADA JOGO É UM ARQUIVO EXECUTÁVEL)

A dica é da amiga Mônica Landim:
O texto é da Revista Vida Simples – Edição 73 – 12/2008 [ link ]
O assunto é....
Aula de cafuné 
Educador popular, antropólogo e folclorista, Tião Rocha fundou o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) por indignação e teimosia. Essa ONG foi parida em 1984, em Belo Horizonte, em meio à miséria, à dor, ao abandono e à esperança. Na ocasião, Rocha começou se perguntando se era possível fazer educação embaixo de pé de manga. Não só foi possível como ele e sua equipe transformaram cafuné, abraço e sabão em pedagogia e políticas públicas. Os projetos do CPCD estão em mais de 20 cidades brasileiras e em três países (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau). “Aprendi em Moçambique que para educar uma criança é preciso toda uma aldeia. Se a comunidade assumir a responsabilidade por suas crianças, não vai haver mais criança analfabeta neste país. Isso não é uma política de governo, nem de Terceiro Setor, é uma questão ética. E como se mobiliza a aldeia? Juntando o que as pessoas têm de melhor e disponibilizando”, diz Rocha.
Como unir simplicidade e modernidade na escola?
Educação só acontece no plural, porque estão envolvidas, no mínimo, duas pessoas. Se houver uma máquina no meio, qualquer que seja, como um computador, que favoreça, tudo bem. Mas, se isso tiver o caráter de substituir pessoas, pode até ter aprendizagem, mas falar que há educação é outra história. A sofisticação se dá na relação entre as pessoas: você senta numa roda e estabelece entre elas processos de troca. É uma relação de construção. Livros, cadernos e equipamentos têm que entrar para se somar a esse projeto de pessoas. Se houver isso, ótimo, ajuda. Se não houver, não significa que se vai deixar de fazer.
Como você diferencia educação de escolarização?
Escola é meio. Educação é fim. Há escolas muito bem equipadas que têm uma educação medíocre do ponto de vista da formação dos seres humanos. A gente observa, nos grandes centros, escolas bem montadas, mas que parecem uma cadeia, cercadas de grades, cheias de câmeras para policiar. Comprovamos há 25 anos que é possível fazer educação de boa qualidade debaixo de pé de manga, recuperando o sentido da educação como prática humana. Trabalho no interior de Minas Gerais, onde as pessoas vivem em condições subumanas e aonde a tecnologia ainda não chegou. O fato de passar um canal lá de televisão não significa que houve mudanças efetivas. Houve informação, mas não transformação em conhecimento.
Vocês usam a pedagogia da roda. Como ela funciona?
A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque estão preocupados com a aprendizagem. É uma construção coletiva. Na roda você constrói consensos. Porque todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não podemos uniformizar.
Nos seus projetos também foi adotada a pedagogia do brinquedo. De que se trata?
A pedagogia do brinquedo veio responder a uma pergunta: será possível ter uma escola formal boa e prazerosa? Será que os meninos podem aprender brincando, ou a escola tem que ser um serviço militar aos 7 anos? É a idéia de transformar o brinquedo em instrumento de aprendizagem. Percebemos que eles podem aprender tudo, desde se alfabetizar até história, física, química, matemática, e também cidadania, ética, solidariedade, sexualidade.
De que forma esse processo pode ser multiplicado?
Foi em cima disso que comecei a trabalhar com meninos de 7 a 14 anos. Todo início de ano, faço com eles uma aposta de que tudo que vou fazer vai ser na base do brinquedo, da brincadeira. Há 20 e tantos anos, um garoto chegou para mim e disse: “Ah, legal, mas cadê os brinquedos?” Eu falei: “É verdade, não tem nenhum. Mas vamos fazer uma aposta? No dia em que não soubermos mais inventar os próprios brinquedos eu começo a comprar. Topa?” E toparam. Claro que ganhei. Isso é a pedagogia do sabão: aproveitar os recursos que tem e transformar em utilidade econômica, social, doméstica e também pedagógica. Com isso, você vai gerando uma série de processos. São exercícios de aprendizagem.
Você fala em pedagogia do abraço. Como funciona?
A pedagogia do abraço é uma forma de trabalhar com grupos marginalizados, não por carências nem pelo IDH, mas pelas potencialidades. Trabalhamos com o IPDH: Índice de Potencial de Desenvolvimento Humano. Começamos a falar em cafuné pedagógico. Só sabe que é bom cafuné aquele que já o recebeu uma vez na vida. Então tivemos que fazer cafuné pedagógico, que é possibilitar que o outro invista no lado luminoso dele, capaz de surpreender e de gerar. Isso também começou em uma brincadeira com meninos na periferia. A minha brincadeira era dizer: só vou dar um abraço apertado, daqueles de quebrar costela, se você estiver com o cabelo penteado, ou de batom, cheirosa. Senão, comigo vai ser distância, na ponta do dedinho. Um jogo. Só que isso fez com que a meninada levasse a sério. Nós percebemos na comunidade e na escola a demanda dessas pessoas que querem ser cuidadas, que querem se gostar. Percebemos que o afeto, o abraço, o cafuné pedagógico favoreciam as pessoas a sentir mais orgulho de si. E as ajudavam a sair da linha de baixo, do desprezo, para a de cima, da auto-estima.
É difícil convencer os governos a investir nesses projetos?
É difícil demais. Imagine que a maioria dos órgãos públicos trabalha com rubricas financeiras e não em cima de plataformas, bandeiras e causas. A educação é transformada em números. A escola, que foi o aparelho ideológico do estado na época da ditadura, virou aparelho ideológico do mercado. Você tem que formar gente para atender à demanda do mercado. Há escolas em que o importante é formar, empurrar para a frente, não importa o tanto de alunos que deixou para trás. Isso retira o poder de pessoas. São jogos políticos, não de solidariedade. O grande problema da escola atual é que é cômodo ficar dentro de uma forma que existe há 500 anos. Ela ainda trabalha com conteúdos absolutamente equivocados. Os meninos têm que passar por sessões de tortura, com informações sem a mínima importância. Perde-se um tempo danado.
Conheça mais sobre o trabalho de Tião Rocha no Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento: http://www.cpcd.org.br
LEIA... CURRÍCULO E PUBLICAÇÕES DE TIÃO... AQUI
Campanha “Tuberculose tem cura”
Tuberculose é uma doença grave que é transmitida pelo ar e pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial os pulmões. O tratamento quando interrompido fortalece o bacilo de Koch (causador da doença) e pode trazer de volta a doença que causou pavor no passado.
Processo de disseminação da tuberculose:
1º passo:
Apesar de também atingir vários órgãos do corpo, a doença só é transmitida por quem estiver infectado com o bacilo nos pulmões.
2º passo:
A disseminação acontece pelo ar. O espirro de uma pessoa infectada joga no ar cerca de dois milhões de bacilos. Pela tosse, cerca de 3,5 mil partículas são liberadas.
3º passo:
Os bacilos da tuberculose jogados no ar permanacem em suspensão durante horas. Quem respira em um ambiente por onde passou um tuberculoso pode se infectar.
Sintomas:
- Tosse crônica (o grande marcador da doença é a tosse durante mais de 21 dias)
- Febre
- Suor noturno (que chega a molhar o lençol)
- Dor no tórax
- Perda de peso lenta e progressiva
- Quem tem tuberculose não sente fome, fica anoréxico (sem apetite) e com adinamia (sem disposição para nada)
Tratamento: A prevenção usual é a vacina BCG, aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves da doença. Se houver a contaminação, o tratamento consiste basicamente na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O tratamento dura em torno de seis meses. Se o tuberculoso tomar as medicações corretamente, as chances de cura chegam a 95%. É fundamental não interromper o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam.
O Brasil está entre os 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose registrados no mundo. Em número de casos proporcionais ao tamanho da população, o Brasil ocupa o 85 lugar no mundo. Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, cerca de seis mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência da tuberculose.
A meta do ministério é descobrir pelo menos 70% dos casos estimados de tuberculose e curar 85% dos pacientes. Para isso, o ministério mudou a estratégia de tratamento. Em vez de pacientes suspeitos da doença serem encaminhados para centros de referência, a recomendação é que eles sejam diagnosticados.
O Ministério da Saúde reconhece que os números da doença no Brasil são elevados. A taxa de abandono do tratamento é de 10%, e a não-conclusão faz com que a doença volte e encarece o combate com remédios.
As pessoas que estejam com tosse por mais de três semanas seguidas devem procurar a Unidade de Saúde Pública mais próxima. O tratamento da tuberculose dura, no mínimo, seis meses e não pode ser abandonado antes da cura.
TUBERCULOSE TEM CURA!!!
O Fundo Global, entidade que combate doenças como a AIDS, a Tuberculose e a Malária em vários países do mundo, estará trabalhando pelos próximos 4 anos no Brasil, com o objetivo de minorar a incidência da Tuberculose no país.
Apesar de existir a cura, a tuberculose mata aproximadamente 5 mil brasileiros por ano, e um dos principais motivos disso acontecer é considerarmos que essa doença não existe ou não é grave.
A partir de 2008, será produzida uma série de filmes e spots de prevenção à tuberculose, para veiculação nacional. Esse é o primeiro filme, uma apresentação da campanha, com algumas informações importantes sobre a doença.
VEJA O VÍDEO DA CAMPANHA... CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO...
(TIRE DÚVIDAS NO DISQUE SAÚDE)
Paciente recebe primeiro transplante com células-tronco próprias
Claudia Castillo (VEJA FOTO) , uma jovem mãe colombiana de 30 anos e com problemas respiratórios, Claudia Castillo, foi submetida na Espanha ao primeiro transplante de traquéia sem a necessidade de medicação imunossupressora e com a utilização de suas próprias células-tronco.
O trasplante, realizado em 12 de junho de 2008 em Barcelona, fazendo uso da traquéia de uma doadora e no uso de células-tronco provenientes da própria paciente, é descrita na revista médica britânica The Lancet pelas equipes de Barcelona, Padua e Milão (Itália) e da Universidade de Bristol (Grã-Bretanha).
Depois de passar quatro anos em consultas, Claudia Castillo, vítima de uma tuberculose diagnosticada muito tarde, conseguiu solucionar desta maneira seus problemas respiratórios.
Ela não conseguia cuidar dos filhos nem realizar as tarefas domésticas. Os danos em seu brônquio principal esquerdo eram tão graves que só restava à paciente a opção clássica da ablação do pulmão esquerdo.
Para evitar esta a operação mutilante e arriscada, o professor Paolo Macchiarini, especialista em cirurgia torácica no Hospital Clínico de Barcelona, e seus colegas decidiram tentar, com o aval dos comitês de ética envoluidos, este trasplante novo.
Sete centímetros de traquéia de uma mulher de 51 anos, falecida por causa de uma hemorragia cerebral, foram limpos previamente de todas as células, com o objetivo de evitar rejeição, uma vez trasplantados.
Em seguida foram extraídas da paciente colombiana células-tronco de medula óssea: células mesênquima capazes de gerar células de cartilagens ("condrócitos"). Também foram tiradas outras células (epiteliais) em uma parte saudável de sua traquéia.
A traquéia da doadora foi colocada em um aparelho, um "biorreator" concebido especialmente, onde girava com as células da paciente. Desta forma, o órgão foi colonizado pelas células da futura receptora. Isso permitiu evitar o tratamento vitalício contra a rejeição do órgão implantado.
Dez dias depois do transplante, Claudia recebeu alta do hospital. Desde então, ela passa bem e agora é capaz de subir dois andares ou caminhar 500 metros sem parar e, o que é mais importante para ela, cuidar dos filhos, segundo os médicos.
"Ela está encantada de poder voltar a viver sua vida e feliz de ter se curado", afirma a publicação.
Esta inovação médica pode ser aplicada a outras doenças das vias respiratórias superiores (deformação congênita, alguns tumores) que não podem ser tratadas com a cirurgia clássica, segundo a Universidade de Barcelona.
Agora, para que a avaliação dos resultados seja mais confiável, parece necessário um acompanhamento médico em períodos mais longo, segundo os médicos japoneses Toshihiko Sato e Tatsuo Nakamura, da Universidade de Kioto, citados pela The Lancet.
O primeiro transplante de traquéia com doador foi descrito na mesma revista em 1979.

Qua, 19 Nov, YAHOO - CIÊNCIA E SAÚDE - [ LINK COM A MATÉRIA ]