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Centro Cultural São Paulo apresenta
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Este Mundo é Meu ! E as Sete Sementes...
arte, espiritualidade, educação, ética, ciência, cultura e participação
ACONTECEU NO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO...

EM 09/10/08 Como Os Índios - Arte Com As Cores da Terra
Coordenação: Cecília Borelli e Assistente KK. Alcover
Oficina na qual os participantes têm a oportunidade de entrar em contato com a cultura e a arte de algumas tribos indígenas, podendo vivenciar e criar como eles utilizando materiais e tintas naturais. Cecília Borelli é psicóloga, artista plástica e arte-educadora.
EM 12/10/08 - Tecendo Vida Boa
texto, interpretação, figurino e objetos cênicos: Cecília Borelli - música: Marcos Viana
Esta performance integra linguagem poética, artes plásticas, música e movimentos arquetípicos com a intenção de evocar sentimentos e reflexões sobre valorização da vida, do afeto e da conexão com a natureza. (45min, livre)
Confira o VÍDEO de Este Mundo é Meu!
Neste vídeo, imagens da oficina Como Os Índios - Arte com as Cores da Terra
>>>> veja entrevista de Cecília Borelli ( procure por data: 15/10 )
http://www.centrocultural.sp.gov.br/este_mundo/acompanhe.htm
Cecília Borelli é...
http://www.ceciliaborelli.com.br

Mawaca lança livro ‘De todos os cantos do mundo’
As canções do Mawaca se transformaram em tema do livro ‘De todos os cantos do mundo’ de autoria de Heloisa Prieto e Magda Pucci (Cia. das Letras).
O livro apresenta a historias de doze canções que passeiam por lugares como Irlanda, Japão, México, França, Portugal, Bulgária e Brasil, abordando desde temas indígenas até canção do norte do país como ‘Eh Boi!’ tema coletado por Mário de Andrade em suas pesquisas pelo Brasil. Heloísa Prieto desenvolveu os textos baseando-se na extensa e detalhada pesquisa musical de Magda Pucci, líder do grupo Mawaca. A premiada escritora Heloísa Prieto, desde o inicio das atividades do Mawaca foi admiradora e incentivadora das viagens musicais do grupo.
Há 13 anos o grupo Mawaca vem se enveredando pelos sons do mundo, desenvolvendo uma consistente pesquisa multicultural aplicada à performance. Essa trajetória já rendeu 5 CDs e um DVD produzidos de forma independente (distribuição Azul Music). Nesses anos, o rol de línguas das cantoras do Mawaca vem se ampliando cada vez mais. Até o presente momento, são 15 línguas ao todo em que elas interpretam um repertório de quase 100 canções, onde a diversidade sonora é a viga mestra.
Nesse show especialmente voltado para as crianças e pais, o Mawaca apresentará nove músicas entremeadas pelas histórias de Heloisa Prieto que fazem referencia as origens e situações de cada canção. Entre elas, ‘Zemer Atik’ - uma bela dança hebraica; a suave cantiga africana ‘Allunde, Alluya’ cantada em suailli; o huapango mexicano ‘Arenita Azul’; a delicada ‘Hotaru koi’ - cantiga do vaga-lume em japonês; o tema antropofágico indígena ‘Koi txangaré’, (um hit entre as crianças!) entre outras pérolas do repertório do grupo, desde sua fundação.
Nesse show, a verve criativa do Mawaca e sua performance vigorosa promete encantar o público infantil.
SOBRE O MAWACA
O MAWACA é um grupo que pesquisa e recria a música das mais diversificadas etnias do globo. É formado por sete cantoras que interpretam canções em mais de dez línguas (indígenas brasileiras, espanhol, búlgaro, finlandês, japonês, húngaro, suailli, grego, árabe, hebraico, ioruba e português) acompanhadas de um grupo instrumental acústico: acordeom, violoncelo, flauta e sax soprano, contrabaixo, além dos instrumentos de percussão como as tablas indianas, derbak árabe, djembés africanos, berimbau, vibrafone, pandeirões do Maranhão.
O repertório do grupo é formado por músicas de tradições díspares como a japonesa e a irlandesa; de países tão distantes entre si como Finlândia e Japão, África Central e Indonésia, regiões diferentes como Oriente Médio e Península Ibérica. São temas ancestrais que possibilitam a pesquisa de sonoridades múltiplas revelando as características étnicas locais buscando sempre estabelecer inter-relações com a música brasileira.
Com 13 anos de carreira, o Mawaca é referência no cenário da música étnica no país, o grupo também tem participado do circuito dos festivais europeus e da América Latina. O grupo foi selecionado para representar o Brasil na WOMEX em Sevilha em 2003 e na POPKOMM realizada em Berlim em 2006 nas atividades da Copa Cultura. Prepara para novembro o lançamento do sexto CD ‘Rupestres Sonoros’ baseado em temas indígenas de todo o Brasil. www.mawaca.com.br
MAGDA PUCCI
Compositora, arranjadora, intérprete e pesquisadora do repertório multicultural, Magda Pucci é líder do grupo Mawaca (www.mawaca.com.br), que desde 1993 vem recriando as diversas tradições sonoras do mundo. Esse seu interesse a levou a estudar com especialistas da música indiana, africana, árabe e asiática. Magda produziu cinco CDS do Mawaca e o DVD Mawaca pra todo canto. É autora de trilhas para peças teatrais, como Os Lusíadas, Quixote e Fragmentos Troianos (Antunes Filho), e do livro Outras terras, outros sons. Também trabalha no rádio como apresentadora e produtora do programa Planeta Som, transmitido pelas rádios USP FM, Rádio UEL DE Londrina, bem como na Multikulti, na Alemanha. Dirigiu a Orquestra Mediterrânea formada por 21 músicos, em projeto idealizado pelo SESC. É mestranda em Antropologia na PUC-SP, onde desenvolve pesquisa sobre a música dos índios Suruí de Rondônia.
VISITE SITE DO GRUPO MAWACA >>> AQUI
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DE TODOS OS CANTOS DO MUNDO
Magda Pucci, Heloisa Prieto
Editora: Companhia das Letrinhas
RESENHA
A origem do canto é misteriosa. Segundo Heloisa Prieto e Magda Pucci, há uma ligação muito forte entre o surgimento da música e o da linguagem falada. Algumas pessoas acreditam que o papel do canto é comunicar. Outros dizem que aprendemos a cantar imitando os sons dos pássaros, e existem os que pensam que a música surgiu como uma forma de trazer beleza à vida.Há pesquisadores ainda que mostram a ligação entre o canto e o trabalho. Cantar, no passado, seria um jeito de coordenar os movimentos de várias pessoas fazendo trabalhos braçais. Cantavam-se músicas que lembravam o fiar e narravam histórias; por isso, até hoje se diz que uma história precisa ter boa trama e ponto final.
Curar os doentes, adormecer as crianças, seduzir a quem se ama... A música talvez seja a linguagem das grandes forças misteriosas que animam as pessoas. Por isso, Platão, o filósofo, dizia: “A música é a alma do universo”.
Este livro, que contém doze canções de lugares e tempos muito diferentes, é um convite para abrir a cabeça, o coração e os ouvidos a sons vindos de todos os cantos do mundo. Além de realizar essa viagem musical, o leitor conhece as letras das canções (no idioma original, com a tradução para o português), a cultura e algumas lendas de onde elas surgiram. Acompanha um CD com as canções do livro, executadas pelo grupo Mawaca, responsável por desenvolver um trabalho fundamental no campo da etnomusicologia.
DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: DE TODOS OS CANTOS DO MUNDO
AUTOR: Magda Pucci | Heloisa Prieto
ILUSTRADOR: Graça Lima
[LINK]
VÍDEOS DO MAWACA - DVD 'PRA TODO CANTO' (WMV)
CIRANDA INDIANA - CLIQUE AQUI
SARANDILHERA - CLIQUE AQUI
SORAN BUSHI - CLIQUE AQUI
LAMIDBAR - CLIQUE AQUI
IMAGEM ILUSTRATIVA: VENDEDOR ambulante, c.1895. Coleção Gilberto Ferrez. Foto: Marc Ferrez
Livros me fazem esquecer a vida dura
O pernambucano Lamartine Brasiliano, 38 anos, ambulante em São Paulo, encontra nos livros de Guimarães Rosa e Graciliano Ramos um contraponto para o trabalho árduo nas ruas, vendendo água e refrigerante nos semáforos.
"Saí de Recife há cinco anos para tentar a vida em São Paulo e vivo com mais 468 famílias em um edifício invadido pelo Movimento Sem-Teto no centro paulistano. Ler é minha paixão, embora só tenha estudado até a quarta série. Minha vida tem sido só batalha, passo o dia vendendo água e refrigerante nos sinais, mas os livros me ajudam a tirar um pouco das costas o fardo cotidiano. Em meu entender, o conhecimento liberta. Lendo, vou para outros mundos, me sinto um pouco personagem das histórias. Por isso, sempre que vejo alguém deprimido, empresto um livro. Pena que ninguém devolve.
Tomei gosto pela leitura ainda bem moleque, acompanhando meu tio, que fazia repentes e emboladas e passava o dia contando casos na feira. Aprendi as palavras nos folhetos de cordel e, sempre que podia, comprava um livro no sebo com o dinheiro que ganhava vendendo caju e fazendo carreto. Não havia energia elétrica no sítio onde minha família morava – faltava até chinelo para pôr no pé.TV só na casa do vizinho, onde a luz era provida por uma bateria. Mas eu não gostava dos programas, preferia ficar em casa, lendo.
HISTÓRIAS DA NOSSA TERRA
Gosto de todo tipo de livro, mas prefiro grandes autores, como Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, José de Alencar, Jorge Amado e J. G. de Araújo Jorge, que falam das coisas do Brasil e dos problemas que afligem o povo, especialmente o sertanejo. Seara Vermelha, de Jorge Amado, por exemplo, me toca profundamente, pois me faz lembrar das andanças pelo sertão do Ceará, de Pernambuco, da Paraíba ao lado de minha mãe, que era romeira, e onde vi todo tipo de sofrimento. No livro, as pessoas passam tanta fome que comem o gato da menina. É muito triste.
No prédio onde moro, há uma biblioteca com 3,5 mil livros doados e sou um dos freqüentadores mais assíduos. Em meu apartamento, tenho uns 30 exemplares, entre eles cinco que consegui trazer de Pernambuco, como Os Mais Belos Poemas que o Amor Inspirou, de J. G. de Araújo Jorge. Os outros, fui comprando aqui, em sebos.
Sugeri a meu filho, de 13 anos, que lesse Casa Grande & Senzala, do sociólogo Gilberto Freyre, mas a professora o desestimulou com o argumento de que era uma leitura muito pesada para sua idade. Mas ele já está quase acabando... Esse, para mim, é um livro fundamental, pois continua atual. Basta ver as condições de trabalho que os usineiros de cana-de-açúcar do Nordeste impõem ainda hoje aos trabalhadores – é quase uma escravidão.
Lembro de frases de livros. Uma que me fala alto é de José de Alencar: ‘Somente aqueles que não conseguem se edificar vingam-se tentando demolir os outros’. É uma lição em minha vida.”
INTEGRANTE DA MATÉRIA VOLTA POR CIMA - REVISTA "BONS FLUIDOS" [LINK]
IMAGENS DE VENDEDORES AMBULANTES...
VENDEDOR AMBULANTE BUENOS AIRES
VENDEDOR AMBULANTE DE BANGLADESH
[ clique sobre imagens para ler os créditos ]

Alma brasileira
Um mundo colorido e vibrante, voltado ao estímulo do prazer. Nas telas, a lição é o abandonar a indiferença
Texto • Vivian Vianna Leal - Bons Fluidos

Identidade
Quando se olha uma obra de Beatriz Milhazes, como a tela Panamericano, apresentada nesta página, é impossível deixar de sentir de cara o impacto causado pelas cores e formas. É o poder da explosão de tintas e tons. A artista plástica, que iniciou sua carreira na década de 1980, no Rio de Janeiro, se inspira na atmosfera carioca e em elementos tipicamente brasileiros para compor seus quadros. Carnaval, natureza, tropicalidade e religiosidade são temas para a artista, aos quais ela nos remete por meio das formas abstratas presentes em suas telas, que parecem irradiar calor e refletir o ambiente em que são produzidas.
Assim Beatriz consegue impressionar tanto quem vê suas composições pela primeira vez, e acaba envolvido com uma alegria vibrante, como os estudiosos, atentos ao processo de criação desenvolvido por ela ao longo dos mais de 20 anos de carreira. Essa artista plástica, que encanta pela exuberância, nunca abandona sua bra silidade. Uma lição fica desse jeito de fazer arte: para algo existir, uma pessoa ou uma obra, é necessário estabelecer um contorno. Definir aquilo que nos pertence. 
Transformação
Beatriz utiliza em suas pinturas um tipo de colagem com tinta – por meio de moldes de plástico aplicados à tela –, que criam a sensação de camadas. Há cerca de cinco anos, começou a trabalhar também com recortes de papel e embalagens de bombons e balas. A sensibilidade ao combinar transparências e cores passou a incorporar ainda o uso de diferentes texturas e intensidades de brilho, criando telas impactantes.
Assim como faz uso de elementos de fácil identificação na pintura – como flores, ondas, espirais e arabescos –, nas colagens a artista integra materiais produzidos justamente com a finalidade de seduzir, atrair a atenção e comunicar com facilidade. Essa função das embalagens, que acaba passando despercebida no nosso dia-a-dia, é resgatada por Beatriz, porém em forma de arte. Por meio do jogo entre texturas, cores, transparências, brilhos, formas, sobreposições e volumes, ela transforma fragmentos de papéis diversos em algo novo, expressando a beleza com objetos considerados banais, que, sem o espírito da arte, não ganhariam a atenção de nossos olhos. É a vitória do ritmo e da harmonia.

Não preconceito
Prazer é um sinônimo de bem-estar. E por que não a arte como um sinônimo de prazer, já que é a própria realização de um ideal de beleza? Nas obras de Beatriz, é assim. Cada uma de suas telas demora de um a dois meses para ficar pronta. Isso porque cada forma e colagem é inserida com rigor meticuloso, com a intenção de constituir um conjunto harmônico. Ela agrupa “pedaços de mundo”, criando uma atmosfera envolvente, com elementos que remetem a diferentes realidades e revelam pensamentos e sentimentos íntimos, mas ao mesmo tempo universais. Uma arte pensada para ser sentida.
Suas espirais, ondas, flores e padrões proporcionam uma experiência prazerosa e mexem com a emoção. Com extrema habilidade, Beatriz surpreende e desperta sensações. Despertar significa fazer sair do estado de torpor ou de inércia, provocar, excitar, estimular e abandonar a indife rença. E abrir caminho para um novo olhar. É a estética a serviço do bem-viver.
As obras Panamericano, O Beijo e Beleza Pura, que ilustram estas páginas, estão em exposição até o dia 30 de novembro na Pinacoteca do Estado de São Paulo.