Arte Brasilis 2

É a continuidade de ARTE BRASILIS http://artebrasilis.blog.terra.com.br Uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA, EDUCAÇÃO e CULTURA DE PAZ. artebrasilis@hotmail.com - artebrasilis@bol.com.br

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Arquivo de: Outubro 2008, 09

09.10.08

A MENINA QUE DESCOBRIU O BRASIL

categorias: TEXTOS & ARTE

A MENINA QUE DESCOBRIU O BRASIL

Autoria:
- Ilka Brunhilde Laurito

Ilustração:
- Patrícia Lima - ( ESPECIAL sobre Patrícia Lima clique AQUI )

 

 

' ' Os imigrantes têm pressa...

O século XX promete prosperidade a quem trabalha e poupa.
Preguiça e cansaço são palavras ausentes no cotidiano da rua Tamandaré, reduto dos calabreses.
Felizes os que têm muitos filhos.Quanto mais braços, mais curto o caminho para a prosperidade.

Era hora de Fortunata, menina de dez anos, ajudar a mãe e o padrasto a fazerem a América.
Depois dos primeiros abraços, o dia-a-dia da mulher imigrante: arrumar a casa, lavar, passar, cozinhar, casar com um patrício e ter muitos filhos.
O desejo de ser professora, de casar com um cavaleiro andante não frutificaria na Liberdade.

A claridade do Sol, a agitação diária, as palavras precisas da mãe Giuseppina se encarregariam de apagar os sonhos tecidos durante a noite.
Fortunata tinha que fazer a América e para isso precisaria aprender a ser como outras italianas da rua Tamandaré.

E assim Fortunata descobriu o Brasil....

A autora IIka Brunhilde Laurito nasceu numa família de imigrantes italianos radicados em São Paulo, cidades e raizes que marcaram sua literatura. Estudante da antiga e sólida escola pública, desde o curso primário a universidade, foi na biblioteca infantil da Caetano de Campos, que desenvolveu o gosto pelos livros.

Gosto que, mais tarde, procurou legar aos alunos, quando professora de Línguas e Letras

...........................................

História bem narrada... que envolve e emociona. Deixe-se levar por essa prosa gostosa!

Os textos que você vai ler a seguir são parte do livro A menina que descobriu o Brasil, de Ilka Brunhilde Laurito. Quem conta a história é a protagonista, Fortunata, uma italianinha de 10 anos que, acompanhada do irmão menor, chega ao Brasil para reencontrar a mãe e o padrasto. A história se passa no início do século XX, quando muitos italianos imigravam para o Brasil e se estabeleciam em São Paulo à procura de trabalho e se concentravam em bairros como o Brás, o Bexiga e a Liberdade, onde ocorre nossa história.

O texto I é o início do livro.

TEXTO I


Minha história começa numa aldeia italiana, muitos e muitos anos atrás... E continua na cidade brasileira de São Paulo, muitos e muitos anos atrás... Atrás, onde?... Lá, no tempo e no espaço da minha memória.

Eu tinha dez anos quando, com meu irmão Caetaninho, cheguei ao porto de Santos para reunir-me à metade brasileira de minha família: minha mãe, meu padrasto e os meus irmãozinhos nascidos no Brasil.

O mar, aquele grande mar que apaga os rastros de todos os barcos, apagara as imagens de minha infância: Domenico Gallo, meu pai, vovô Leone, pai de meu pai, vovó Catarina, mãe de minha mãe, todos sepultados num pequeno cemitério de aldeia. Vivos, mas sepultados na minha lembrança, ficavam, como um aceno de saudade, padre Cherubino, irmão de meu pai, e vovô Vincenzo, pai de minha mãe.

Eu estava em São Paulo, eu estava em 1900. Um mundo novo, um novo século, uma nova idade. O futuro era agora. E a menina que tinha vindo “fazer a América” ia crescer, deitar ramos, flores e frutos, como uma árvore da Saracena, desarraigada e replantada em terra alheia.
Vou contar...

 

... No texto II, Vincenzo Laurito, o padrasto de Fortunata, conta à menina um pouco da história dele. ( leia o TEXTO II clicando AQUI )



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  • Postado em 20:50:34

08.10.08

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - FILME

categorias: NOTICIANDO

Trailer do filme "Ensaio Sobre a Cegueira" (Blindness) com legendas em português. É o novo filme do diretor Fernando Meirelles baseado na obra de José Saramago. No elenco estão Julianne Moore e Mark Ruffalo. CLIQUE AQUI E ASSISTA

.

SITE OFICIAL DO FILME:

http://www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br/


O filme "Ensaio sobre a cegueira", adaptação dirigida por Fernando Meirelles do livro homônimo de José Saramago, estreou nos Estados Unidos (set/2008) criticado por deficientes visuais.

Assim como acontece no livro, o filme mostra o caos que se apodera da sociedade quando uma doença misteriosa deixa todos os cidadãos cegos (com exceção da protagonista), em uma situação que questiona a moral e as normas de comportamento atuais.

O filme mostra como a degradação dominaria a vida do ser humano em um primeiro momento se todos perdessem a visão, em um relato sem exibicionismos narrativos, no qual algumas cenas podem ser incômodas aos olhos do público acostumado com os roteiros de Hollywood.

- O filme lança questões sobre a evolução humana e nos representa de forma crítica, mas não sinaliza uma direção correta - disse Meirelles, completando que o filme vai mais longe que o livro quanto aos dilemas éticos. - É uma história que deve gerar perguntas e não respostas - explicou o diretor do filme, indicado neste ano à Palma de Ouro no Festival de Cannes e protagonizado por Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga e Gael García Bernal.

Nos Estados Unidos, "Ensaio sobre a cegueira" foi recebido com suspeitas por parte da Federação Nacional dos Cegos de Maryland (NFB).

Na avaliação do presidente da entidade, Marc Maurer, "o filme representa os cegos como monstros e isto é mentira", disse em declarações à rede de TV CNN, enquanto acusava o filme de não ajudar na integração de deficientes visuais à sociedade.

A federação anunciou que pretende protestar nos cinemas norte-americanos que exibirão "Ensaio sobre a cegueira" com cartazes com frases como "Eu não sou um ator, mas interpreto um cego na vida real".

A distribuidora do filme Miramax se limitou a comentar que a decisão da NFB causa tristeza.

"Ensaio sobre a cegueira" foi um projeto que esteve na mesa de muitos produtores desde que José Saramago publicou o livro, mas o escritor português recusou muitas propostas para adaptar sua obra para o cinema.

- Sempre resisti, porque é um livro violento sobre degradação social e não queria que caísse nas mãos erradas - disse Saramago em uma entrevista em 2007, depois de ceder à oferta da produtora independente Rhombus Media, sediada em Toronto.

Segundo o roteirista e ator Don McKellar, o escritor queria evitar que sua história se transformasse em um filme de zumbis.

Um dos maiores desafios para Meirelles foi conseguir que o elenco atuasse como se realmente tivesse perdido a visão. Para isto, foram feitas "oficinas de cegueira", nas quais cada ator passou horas em total imersão para se acostumar com o que se sente quando não se vê.

- Depois de ler o roteiro, senti que "Ensaio sobre a cegueira" era uma história importante e necessitávamos contá-la - disse Julianne Moore, cujo personagem é o único que não é afetado pela doença.

O mexicano Gael García Bernal, fã assumido da obra de Saramago e encarregado de interpretar a parte mais corrupta e miserável da condição humana no filme, disse que, apesar da aparência, o filme fala "de esperança, porque a única coisa que pode nos salvar somos nós mesmos".

{ link }

Leia resenha do livro homônimo de José Saramago

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  • Postado em 21:08:17