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Psicodrama no Brasil
Os primeiros registros que temos de psicodrama no Brasil são datados de 1962 através de Pierre Weil, educador e psicólogo francês residente no Brasil, autor de cerca de 40 livros, orientado por Anne-Ancelin Schutzenberger, formada em psicodrama no Instituto de Moreno.
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Pierre Weil
Anne-Ancelin Schutzenberger
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Em 1963, o psicodrama começou a difundir-se na Argentina, através de Rojas-Bermúdez, colombiano radicado na Argentina, foi o primeiro latino-americano a ser diplomado como diretor de psicodrama por Moreno no Instituto de Nova York. Passou a realizar formações na área de psicodrama terapêutico e fundou a AAPGP - Associação Argentina de Psicodrama e Psicoterapia de Grupo. Em seu livro Introdução ao Psicodrama, relata um episódio ocorrido em 1969, durante a realização do IV Congresso Internacional de Psicodrama na Argentina, em que Moreno sintetiza críticas a grandes pensadores com o seguinte discurso:
“Karl Marx foi um grande pensador, mas quis trabalhar com as grandes massas, esquecendo-se dos pequenos grupos, das pessoas, e esses pequenos grupos não tinham pais, não tinham mães, não tinham seu próprio eu e permaneceram passivos, esperando Hitler, esperando Mussolini... Que aconteceu? Nada. Muito ruído, demasiado ruído... Seguramente, vocês dirão que já têm ouvido palavras; é certo, tem existido muitos homens sábios; Buda, Cristo, o foram. São palavras sábias, mas a sabedoria não é suficiente, falta ação.”
Até 1970 o Psicodrama desenvolveu-se rapidamente, tanto na Argentina quanto no Brasil, inicialmente através de Alfredo Correia Soeiro que mantinha o Grupo de Estudos de Psicodrama de São Paulo - GEPSP. Nesse período, após o IV Congresso Internacional de Psicodrama, realizado em Buenos Aires, surgiram algumas divergências teóricas nos dois grupos liderados por Rojas-Bermúdez, e as duas associações cindiram-se. No Brasil, o GEPSP se dissipou e foi criado a ABPS – Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama, vinculada a Bermúdez; enquanto outros membros criaram a SOPSP (Sociedade de Psicodrama de São Paulo), ambas entidades permanecem ativas até hoje. A FEBRAP - Federação Brasileira de Psicodrama - uma instituição com a função de integrar os diversos centros enquanto entidades federadas e de regulamentar currículos de formação para obtenção do título de psicodramatista.
FONTE: BLOG PEDAGODRAMA [ LINK ]
Fazendo drama ( FONTE CANAL KIDS - LINK )
-Manhê, acho que eu peguei uma doença alienígena. Estou com dor de dente, de cabeça, de barriga, de nariz e de ouvido. Não vai dar para ir para a escola...
-É mesmo? Pois eu acho bom você colocar seu uniforme rapidinho e parar de fazer drama!
-Mas mãe, fazer drama é bom para a saúde! Existe até uma terapia chamada de psicodrama!
- ...!
E existe mesmo! Mas não adianta tentar dar uma de espertinho, porque o tal "drama" dessa terapia não tem nada a ver com inventar mentiras para escapar da escola, não! Ou melhor, pensando bem, até que tem um pouquinho a ver sim...
É que o psicodrama é uma espécie de terapia "milkshake", que mistura a psicologia e o ...teatro! Ficou surpreso? Mas se você for dar uma espiada no dicionário, vai descobrir que "drama" é mesmo um sinônimo de teatro! E o teatro é a "arte da mentirinha", em que os atores "fingem" que são outras pessoas, não é?
Os praticantes do psicodrama acham que esse tipo de terapia serve para ajudar as pessoas que estão com problemas. "Brincando" de teatro, essas pessoas podem aprender a lidar melhor com a própria vida.
Existe muitos "estilos" de psicodrama: ele pode ser de grupo, individual, de casal, familiar e até infantil! Em todos eles, as pessoas contam seus problemas para um terapeuta, e com a ajuda dele, transformam esse problema em um "drama", ou seja, em uma cena de teatro.
Uma das técnicas mais comuns do psicodrama é a "inversão de papéis". Nela, os pacientes "fingem" que são pessoas com quem elas brigaram, ou estão magoadas. Afinal, se colocando na "pele" de alguém fica bem mais fácil entender essa pessoa, não é?
Mas..como é que se chama o terapeuta que conduz uma sessão de psicodrama? Psicodramático? Psicodramaturgo? Não; ele é o psicodramatista. Para ser psicodramatista, não é preciso ter feito faculdade de psicologia, não. Médicos, pedagogos, fonoaudiólgos...qualquer pessoa que tenha terminado qualquer curso superior - ou seja, que tenha um diploma da faculdade - pode "virar" psicodramatista...depois de fazer um curso de psicodrama, é claro! Mas não pode ser qualquer curso, não: no Brasil, só "valem" os cursos reconhecidos pela FEBRAP, que é a Federação Brasileira de Psicodrama [ LINK AQUI ]
O primeiro "dramático"
Jacob Levy Moreno: esse é o nome do "pai" do psicodrama. O Jacob nasceu na Romênia, em maio de 1889, cresceu na Áustria e acabou se naturalizando americano. Talvez por causa dessa "salada de nacionalidades", ele tenha tido a idéia de inventar uma terapia meio misturada.
O Jacob estudou filosofia e medicina, mas a sua paixão de verdade era o teatro. E essa paixão era tão grande que, em 1921, ele fundou o Teatro Vienense da Espontaneidade. A idéia dessa escola era fazer um teatro sem roteiro, que saisse todinho da cabeça dos atores na hora da representação. Mais espontâneo, impossível!
O Teatro da Espontaneidade foi uma espécie de "irmão mais velho" do psicodrama: é que, durante as apresentações desse teatro, o Jacob começou a prestar atenção em uma atriz que só gostava de representar personagens bens doces e carinhosas.
Isso não teria nada demais se ele não tivesse tido uma "conversinha" com o marido dessa atriz. E sabe o que marido falou? Que a tal atriz, tão boazinha no palco, era uma supermegera em casa! Aí, o Jacob, muito esperto, resolveu dar para a tal atriz-megera papéis mais malvados, em que ela colocava para fora a agressividade. Resultado: a moça deixou a "mocreíce" de lado e passou a tratar o marido com muito mais carinho! Foi aí que o Jacob percebeu que o teatro podia funcionar com uma terapia! E, em 1924, nascia o psicodrama.
Enquanto viveu, o Jacob publicou muitos livros e viajou bastante mostrando o psicodrama para o mundo. Ele tinha tanto orgulho do seu "filhote" que fez questão de que, em sua sepultura, estivesse escrito "Aqui jaz aquele que abriu as portas da Psiquiatria à alegria".
CHARGE


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AUTOR: José Antonio Klaes Roig
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