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É a continuidade de ARTE BRASILIS http://artebrasilis.blog.terra.com.br Uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA, EDUCAÇÃO e CULTURA DE PAZ. artebrasilis@hotmail.com - artebrasilis@bol.com.br

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30.09.08

ENTREVISTA COM ALICIA FERNÁNDEZ - parte 2

categorias: EDUCAÇÃO EM REDE

(continuação do post anterior) AQUI

 

                                     

 

EC – Como a sociedade impede as pessoas de pensar por conta própria e qual o papel da Psicopedagogia para estimular essa autonomia?

Alicia – Para se promover possibilidades de aprendizado é preciso de tempo. Nossos diagnósticos psicopedagógicos precisam desse tempo, não se encontra a resposta rapidamente. É plausível que diagnósticos feitos com pressa com vistas a resultados imediatos tratem as crianças muito ativas, muitos interessantes, que estão além dos conteúdos, do mesmo modo que alguém que tem um problema psicológico, neurológico ou psicopedagógico. Não podemos homogeinizar tudo. Devemos atender aqueles que não se interessam, não se entusiasmam, nem estão investidos do desejo de brincar, de aprender e de interagir. Estamos preocupados com as drogas ilegais, mas eu penso que devemos começar a nos preocupar com as drogas legais, porque são aquelas que nós estamos difundindo. Temos uma sociedade dos adultos que não se pergunta, que não se dá tempo de escutar o outro.

EC – A falta de critérios no diagnóstico seria uma razão para o uso indiscriminado de medicamentos por crianças em idade escolar?
Alicia – Vivemos uma epidemia de supostas síndromes que se colocam sobre as crianças, sobre os adolescentes. São as síndromes de déficit de atenção, de hiperatividade. Temos uma quantidade absurda de crianças sendo medicadas, tomando drogas para que prestem atenção. Santiago do Chile, Buenos Aires, São Paulo, são cidades onde temos pesquisa. Nas grandes cidades, nas metrópoles dos Estados Unidos, se dá esse fenômeno muito grave. Temos escolas com 20 crianças de seis, sete anos de idade sendo medicadas para “curar” essas supostas síndromes. Nos meus livros eu venho denunciando isso: estamos numa sociedade hiperativa e desatenta, que medica aquilo que produz. Um mundo adulto hipe-rativo e desatento às necessidades básicas, à singularidade das pessoas. É claro que as crianças e os jovens são as primeiras a externar as problemáticas dos adultos. Em vez de nos perguntar o que está acontecendo com nossas crianças, com nossos adolescentes, estamos dando remédios para essas crianças ficarem quietinhas, sentadinhas em frente à televisão e ao computador, amarradas com cordas invisíveis, com uma camisa de força química.

EC – Que iniciativas cabem aos pais e aos educadores para reverter essa tendência?

Alicia – Os pais são os primeiros ensinantes. Mas eles também estão submetidos a todas essas características da sociedade. Por isso, a escola não pode delegar aos pais toda a responsabilidade como se eles fossem os únicos responsáveis. Há, entre a escola e as famílias, os profissionais psicólogos e psicopedagogos. Mas acontece um círculo de queixas que é muito nocivo. A escola se queixa da família, a família se queixa da escola, os psicólogos se queixam da família e da escola e todos colocam o problema em cima da criança. Todos têm o seu grau de responsabilidade. O professor, muito mais que um transmissor de informações, é um agente subjetivante: é um dos construtores do sujeito humano. Tem uma grande possibilidade de colocar aquela criança diante de outras experiências, diferentes daquelas que a gente têm encontrado, experiências que têm vínculos ‘ensinantes’ e ‘aprendentes’ diferentes da família. Se você tentar lembrar de uma situação na escola que o tenha marcado muito, vai lembrar do professor e não do conteúdo escolar. O ser humano nasce inteligente, mas a inteligência se constrói na relação com os outros, se dá à medida que os adultos consideram a criança, acreditam que ela aprenderá. Não aprendemos a andar porque temos pernas, mas porque outras pessoas nos ensinaram, estimularam e acreditaram que iríamos andar. As palavras crer e criar têm a mesma raiz etimológica.

EC – No seu livro A mulher escondida na professora, a senhora trata da questão de gênero na Educação e diz que a maioria dos meninos tem problemas de aprendizagem. Por quê?
Alicia – Esse livro comecei a escrever a partir de muitas circunstâncias, mas de uma que me chamava muito a atenção: a maioria das crianças que chegavam nas consultas era meninos. Numa escola, a maioria dos docentes é mulher. Decidi pesquisar o que estava acontecendo para provar que o aprendizado é uma questão de identificação. Ocorre que na escola os meninos encontram como figura identificatória uma maioria de mulheres. Com isso, têm que fazer um trabalho muito complexo para gostar de aprender, investir dignamente. O aprender vai deixando de ser interessante. Já os problemas de aprendizagem das meninas ficam escondidos porque, culturalmente, na maioria dos países, ser uma boa aluna é ter boa letra, ser recatada, não se manifestar. Os obstáculos são diferentes. O homem, na medida em que assume a cultura da agressividade masculina, fica aprisionado. Tem a obrigação de ser aquele que, mesmo sem estudar, tem de triunfar.

EC – A atenção aprisionada (La atención atrapada, livro ainda não lançado) fecha a trilogia com A mulher escondida na professora e A inteligência aprisionada. A senhora também está escrevendo um livro sobre experiências das crianças com a escrita. Quando e onde o ser humano aprende a escrever?
Alicia
– O primeiro livro Inteligência aprisionada dá conta de uma proposta de trabalho interdisciplinar com as famílias, que analisa a própria família e os vínculos entre os irmãos. Essa modalidade de diagnóstico envolve um trabalho além da clínica, junto aos hospitais públicos gerais de Buenos Aires e da região metropolitana. É interdisciplinar e interinstitucional. Nós entendemos que não é a criança e a família que devem ir de cá para lá, de um especialista a outro. O professor encaminha ao médico, o médico ao fonoaudiólogo, este ao psicólogo... Estou trabalhando em dois novos livros, La atención atrapada e outro, La escritura en la piel, que vai abordar as primeiras escritas, ou seja, investiga onde os humanos aprendem a escrever e a ler. É a questão do corpo. O tema da primeira infância é fundamental. É a fase em que se aprender a escrever tem a ver com os primeiros aprendizados, com a inserção no vínculo corporal. O primeiro lugar de escrita é a própria pele, onde ficarão para sempre as marcas das carícias ou dos golpes recebidos.

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Ilustrações do post: Patrícia Lima - Esculturas de Papel - Veja mais sobre a artista > clique AQUI

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  • Postado em 20:45:20

ENTREVISTA COM ALICIA FERNÁNDEZ - parte 1

categorias: EDUCAÇÃO EM REDE

Entrevista com ALICIA FERNÁNDEZ  - Jornal Extra-Classe [link]

Escrito na pele

 

A psicopedagoga argentina Alicia Fernández tornou-se uma referência para psicólogos, pedagogos e psicopedagogos de diversos países. Suas abordagens – em livros e palestras – sobre autoria do pensamento e modalidades do conhecimento enfrentam as causas mais comuns dos traumas infantis e põem em xeque as relações entre professores, pais, instituições de ensino e poder público. Alicia mantém permanente intercâmbio com profissionais de Psicopedagogia brasileiros desde os anos 90, quando criou o Espaço Psicopedagógico de Buenos Aires (Epsiba), centro de referência que, devido à troca de experiências com profissionais e estagiários brasileiros, foi rebatizada de Espaço Psicopedagógico Brasil e Argentina. Em 40 anos de atuação completados em julho deste ano, ela já publicou no Brasil os livros A inteligência aprisionada, A mulher escondida na professora, Os idiomas do aprendente e Psicopedagogia em psicodrama (Artmed); e O Saber em Jogo (Vozes). Momentos antes de participar do Simpósio de Educação A autoria no processo de aprendizagem e a construção de uma escola inclusiva, promovido pelo curso de Pedagogia do UniRitter, em Canoas, de 15 a 17 de julho, ela falou ao Extra Classe sobre as experiências vivenciadas no atendimento psicopedagógico a crianças e suas famílias. “Vivemos numa sociedade hiperativa e desatenta às necessidades básicas e à singularidade das pessoas. No mundo todo há uma quantidade absurda de crianças sendo medicadas, tomando drogas para que prestem atenção”, afirma. Alicia está trabalhando em dois novos livros, La atencion atrapada e outro, ainda sem título, que vai abordar as primeiras escritas, em que investiga onde os humanos aprendem a escrever e a ler.

Por Gilson Camargo

Extra Classe – A senhora afirma que a sociedade da informação também é a da falta de autonomia do pensamento. Por quê?
Alicia Fernández – A autoria do pensamento tem hoje uma importância muito maior do que no passado porque a sociedade atual exclui cada ser humano, inclusive professores e alunos, de sua característica mais singular: a possibilidade de pensar por conta própria, de ser autor dos seus próprios pensamentos. Isso não tem nada a ver com propriedade privada. Autor é aquele que faz, diz, que se faz responsável por aquilo que produz e pela posição que assume diante dos demais.

EC – Como o professor pode estimular o pensamento autônomo?
Alicia – Com poucas palavras. Pode possibilitar essa autonomia necessária, primeiro, promovendo as perguntas necessárias. Os professores pouco trabalham com a questão das perguntas, esquecem que de uma pergunta surge outra e mais outra e ele pode, justamente, conseguir que cada um de seus alunos lhe resulte‘ interessante’, torne-se nem melhor nem pior, mas alguém interessante: digno de interesse. A melhor intervenção é a mais simples. O que interessa não é principalmente o que o aluno falou, mas o fato de ele se expressar. Aí abre um espaço entre professor e aluno em que as coisas se tornam ‘pensáveis’, não apenas ‘pensadas’.

EC – O que ele precisa para atender bem o aluno?
Alicia
– O professor também precisa ser escutado, pois é ele quem recebe, diariamente, todos os problemas da sociedade. As angústias das famílias e as demandas da sociedade são despejadas sobre os professores não só pelas crianças que estão diante dele. O professor está sozinho diante de 40 alunos e precisa fazer mais do que apenas dar conteúdo. Por isso, precisamos saber quais as angústias desse professor. Trabalhamos muito com técnicas psicodramáticas, que trazem à tona essas angústias. Eles não precisam alguém de fora dizer: vocês têm que fazer isto e isto... É importante organizar grupos de reflexão e de escuta que dêem suporte para que o professor possa ir além dos conteúdos. Precisam de alguém que saiba escutar.

Alicia Fernández - Foto: René Cabrales

 

EC – Como a sociedade impede as pessoas de pensar por conta própria e qual o papel da Psicopedagogia para estimular essa autonomia?

(continua no próximo post) AQUI

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29.09.08

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TOLERÂNCIA E PLURALIDADE...

categorias: CAMINHOS

(IMAGEM: CRIANÇAS DE VÁRIAS PARTES DO MUNDO)

 

Tolerância e convívio da pluralidade cultural

O debate sobre esse tema tem se tornado bastante intenso nesse início de século, que expande o circuito de relações dos povos e nações por todo o globo e ao mesmo tempo reafirma as identidades dos grupos específicos.

Assim, a pluralidade cultural é também um foco constante de conflitos, pois traz consigo concepções que questionam profundamente nossas crenças e valores.

Por esse motivo, a realização das possibilidades de desenvolvimento humano depende do enfrentamento de um desafio: como reconhecer o direito à diversidade quando há discordância de condutas e pensamentos? Para dar conta disso, tem havido um esforço grande para se desenvolver uma ética universal que afirme valores morais para a regulação do comportamento entre os diversos grupos culturais e as pessoas que manifestam essas diferenças. Um exemplo desse debate é o relatório da Unesco "Nossa diversidade criadora", coordenado por Javier Pérez de Cuéllar.

A idéia da tolerância está no centro desse debate. Entretanto, é preciso esclarecer dois usos diferentes para essa palavra. É comum a palavra tolerância ser usada para expressar uma relação na qual uma pessoa suporta outra como quem agüenta uma carga que a oprime e a constrange.

Nesse sentido, a pessoa que suporta o outro está em condição de desvantagem, pois aquele que é suportado está manifestando seu modo de ser - e o seu poder - oprimindo a manifestação da vida de quem está agüentando. Trata-se, portanto, de uma relação em que um afirma a sua liberdade negando a liberdade do outro.

Para expressar uma ética universal que respeita e afirma a pluralidade cultural, a tolerância tem sido definida com um sentido bastante diferente.

Há tolerância efetivamente quando o convívio com o outro está baseado na manifestação livre e sem constrangimentos tanto de nossas particularidades quanto das particularidades do outro. Trata-se, portanto, de um encontro de liberdades que se afirmam sem se negar.

O filósofo Adolfo Sánchez Vázquez definiu tolerância do seguinte modo:
a tolerância existe entre indivíduos ou grupos com diferentes convicções, modos de vida etc.;
é necessário reconhecer conscientemente essas diferenças;
as diferenças reconhecidas têm de ser importantes e afetar os indivíduos, não se pode ficar indiferente a sua existência;
as diferenças referem-se a pensamentos, hábitos, valores, crenças diferentes daquelas aceitas ou aprovadas pelos indivíduos como padrão de vida;
embora não se concorde com as diferenças, admite-se o direito do outro de ser diferente e manter livremente suas diferenças;
ao admitir esse direito, permite-se o diálogo e a argumentação com a intenção de persuadir o outro a mudar de posição.

 

Dessa forma, a tolerância só pode existir quando há o dissentimento e a discórdia. Se não há conflito, ela deixa de ser necessária. O que a torna valiosa é justamente a possibilidade de criar uma relação entre homens que se reconhecem como iguais mesmo que tenham discordâncias e vivam de modos diferentes.

Assim, a tolerância pressupõe reciprocidade de direitos. Isso implica reconhecer que não se deve tolerar simplesmente para ser tolerante. A tolerância não serve de justificativa para si mesma. Ao contrário, o que lhe confere importância e determina sua razão de ser são valores irrenunciáveis com os quais ela se relaciona. Assim, justifica-se ser tolerante quando se criam relações pautadas no respeito à liberdade e à autonomia nossa e do outro, na convivência fraterna e solidária, e na democracia como modo de relação entre as pessoas e os grupos.

Portanto, não se deve aceitar a intolerância, a discriminação, a violência, as perseguições religiosas, étnicas e raciais, os comportamentos e as idéias que negam o respeito à liberdade e à autonomia dos outros, que impedem um convívio fraterno e solidário e que obstruem a construção de relações democráticas.

A tolerância efetiva permite ao outro manifestar suas diferenças, mesmo que elas afetem nossas convicções. Ao mesmo tempo, nos possibilita manifestar nossas particularidades que podem parecer estranhas para alguém. Certamente, não é um exercício fácil. Mas ele garante um convívio respeitoso, fraterno e democrático no qual a pluralidade cultural pode se afirmar com toda sua possibilidade de nos ensinar outros pontos de vista e de enriquecer nossas formas de vida.

FONTE: EDUCAREDE

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  • Postado em 20:31:15

25.09.08

SINALIZANDO O STRESS

categorias: FIQUE LIGADO !

 

Medicina e Saúde 24/09/2008 - LINK


Mulheres são as mais estressadas, revela teste na capital de São Paulo
22% de 358 pessoas avaliadas nesta terça  (23/09), na Avenida Paulista, estão em estágio avançado de stress No Dia Estadual de Combate ao Stress (23/09), voluntários do Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS) avaliaram 358 pessoas na Avenida Paulista e chegaram a resultados preocupantes.

 

Segundo o universo pesquisado - pessoas de várias profissões diferentes, 22% da população está em um estágio avançado de stress. Entre as mulheres, a prevalência dos sintomas de stress é ainda maior: 64% delas estão com stress, e entre aqueles que apresentam sinais de stress avançado, elas são 75% do total.

 

Para a diretora do CPCS, Marilda Lipp, a amostra obtida pelo teste é significativa e revela que a situação do morador de São Paulo é grave em relação ao stress. "Esse índice é altíssimo, principalmente no universo feminino", opina a psicóloga, também idealizadora do evento que aconteceu no vão livre do MASP das 9 às 14 hs.

Entre os homens, o número de estressados é menor: 36%, índice semelhante ao obtido em pesquisas já feitas sobre o stress em São Paulo. No geral, entre todas as pessoas avaliadas, 64% estão em um estágio intermediário de stress, e apenas 14% estão livres desse mal. "Os dados demonstram que muitas pessoas sequer sabem que estão sofrendo com stress e, conseqüentemente, não procuram tratamento", afirma Marilda Lipp.

Segundo Marilda Lipp, as pessoas com stress excessivo, por possuírem maiores chances de desenvolver doenças, causam um forte impacto nos gastos com saúde pública. "A importância do Dia de Combate ao Stress é alertar sobre o assunto e prevenir suas conseqüências, que se manifestam no corpo e na mente, com prejuízo significativo para a sociedade, à medida que poucos possuem os meios financeiros para o tratamento e a prevenção", completa.

Apoio
Realizado no vão livre do MASP, em São Paulo, o evento em celebração ao Dia Estadual de Combate ao Stress (23/09) teve o apoio da

Associação Brasileira de Stress (ABS) - LINK AQUI

Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV),

APAN - Associação Paulista de Nutrição,

Spaço Quality

Unicsul - Núcleo de Enfermagem.

Responsável por esse release:

Empresa: Raf Comunicaçao

LINK IMAGEM

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SUGESTÕES DE LEITURA "DES-ESTRESSANTE":

http://artebrasilis2.blog.terra.com.br/como_ser_feliz_na_cidade

http://artebrasilis2.blog.terra.com.br/a_pressa_nossa_de_cada_dia

http://artebrasilis2.blog.terra.com.br/longevidade

http://artebrasilis2.blog.terra.com.br/alternativa_em_saude

"Tá estressado ? Rasgue papel..." - veja o vídeo aqui

           

 

                

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