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O dia de hoje inspira um texto sobre tramas e tecelagens.
Embarco nas palavras de Vera Lúcia de Souza e Silva (minha xará...),
que no prefácio do seu precioso livro Educar para a Conexão fala...
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+++ +++ Isso é tecer. É confiar: ‘fiar com’, como diz Roberto Crema. 
...que TECER é um sonho seu...antigo..
Tão sonhado quanto estudar, escrever, lecionar, fazer amigos...e num determinado momento, decidiu aprender a tecer.
Encantou-se com as cores, texturas, pontos. Desafios de paciência e sabedoria.
“Navetes correndo, fios embaraçando, novelos enrolando, a trama aparecendo e as peças saindo do tear, únicas, exclusivas...todas como uma surpresa, aparecendo ao final do processo diante de olhos estupefatos diante de tanta beleza. Assim como nós, diz a autora, únicos em nossa individualidade e universais em coletividade...
E como diz Jean Yves Leloup ao afirmar que a tecelagem é para ele uma meditação, que não está separada da busca interior. E ele cita René Guénon, para compreender melhor o simbolismo de nossos ofícios e atos: É preciso notar que a corrente, formada pelos fios verticais estendidos sobre o trabalho, representa o elemento imutável e principal, enquanto os fios horizontais da trama, passando entre aqueles da corrente, no vaivém da lançadeira, representam o elemento variável e contingente, quer dizer, as aplicações do princípio em tais ou tais condições particulares. Por outro lado, se considerarmos um fio da corrente e um fio da trama, percebemos que sua união forma a cruz, da qual eles são respectivamente a linha vertical e a linha horizontal. Todo ponto do tecido, sendo assim o ponto de encontro de dois fios perpendiculares entre si, é, por si mesmo, o centro de uma cruz [...]”
RECOMENDO LEITURA COMPLEMENTAR, COM LINK PARA TESE DA AUTORA >
