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NOTÍCIA:
Palestra abordará aprendizado com base na pedagogia afetiva neste sábado (30)
29/08/2008 - fonte: UOL
Cerca de 450 professores e coordenadores de escolas privadas participam neste sábado do 3º Encontro Pedagógico Regional do Sistema Maxi de Ensino, baseado na pedagogia afetiva. O evento acontece das 7h30 às 17h no hotel Maksoud Plaza, na alameda Campinas, 150, Jardim Paulista, em São Paulo.
Ao todo são 14 palestras relacionadas com a aplicação do método de ensino na educação infantil e no ensino fundamental. O encontro é dirigido a profissionais que trabalham em escolas conveniadas ao Sistema Maxi, que está sendo implantado atualmente em 380 escolas conveniadas das redes privada e pública em 20 estados, Distrito Federal e também no Japão, abrangendo 65 mil alunos.
O sistema tem como premissa priorizar o conhecimento, as competências e as habilidades indispensáveis ao ser humano. Os objetivos educacionais, segundo a pedagogia afetiva, são estabelecidos em três campos: afetivo, cognitivo e psicomotor.

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Análise crítica do livro ‘Pedagogia Afetiva’, de Maria Augusta Sanches Rossini [LINK TEXTO]
Semíramis Alencar
“Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam:
O que você quer ser quando crescer?
Hoje não perguntam mais.
Se perguntassem, eu diria que quero ser menino.”
[Fernando Sabino, escritor mineiro]
A vida em sociedade compreende ser uma vida pautada em direitos e deveres, bens de consumo, gratificações e êxito profissional culminando sempre em dinheiro. A posição social depende do que o indivíduo é, e o que ele pode ofertar à comunidade em que vive. Assim, é natimorta a ingenuidade, o sentimento e o carinho por parte das escolas e da família.
Partindo do processo de exclusão que segrega, desde o descobrimento, em índios, colonos e escravos, para a atual sociedade em que observamos o rico, o pobre e o miserável, convivendo nos mesmos parâmetros de desigualdade do inicio da colonização, a educação apresenta mais uma de suas teorias que pode ser o início de uma conscientização interior no seio da grande família brasileira: A pedagogia afetiva.
O que é a pedagogia afetiva? É a teoria de enternecimento das relações escola-família-sociedade transformando e formando as crianças em indivíduos sensíveis, conscientes, solidários, enfim, indivíduos preocupados com o social e bem estruturados emocionalmente, pois receberam da família e da escola tanto cultura quanto afetividade; atenção e respeito, fundamentos básicos para a mudança basilar da sociedade.
Sendo um componente importante do equilíbrio e da harmonia da personalidade, a afetividade domina a atividade pessoal, tanto instintivamente quanto nas percepções, na memorização, no pensamento, no desejo e na sensibilidade corporal devendo se dar por meio do trabalho com limites, do resgate dos mitos do cotidiano e do desenvolvimento do indivíduo em seus aspectos físicos, cognitivos e psíquicos. Uma criança bem estimulada afetivamente, ao chegar a vida adulta, terá uma capacidade maior de conviver com as fases negativas da vida com determinação e autoconfiança.
Nas mudanças que atravessa a sociedade, de forma cada vez mais complexa e acelerada, quando se faz necessário a absorção de quantidades maiores de informações, a afetividade chega quase a sucumbir. Os filhos desta geração desde o nascimento são entregues a babás, creches e babás eletrônicas (a televisão, o vídeo game, a internet) que mantém e entretém a criança escondida no lar, refugiada dos males da humanidade, enquanto seus progenitores garantem a estabilidade financeira e econômica da família.
A segurança que eles provêem é necessária. Todavia, também é preciso a sua presença, com seus carinhos e punições, com brincadeiras e repreensões; do limite com suave doçura aos jogos de bola do domingo.
É necessário também observar que esta afetividade também deve partir da escola. Não o pieguismo característico do professor que encobre sua incapacidade com palavras carinhosas e gestos inconseqüentes, mas o professor que é mestre e que de fato mostra o caminho: o caminho da justiça, do dever, do conhecimento e da lealdade aos ideais e aos amigos. A escola que educa verdadeiramente preza por cuidar de cada educando como se fosse um filho seu orientando, analisando seus pontos fracos, ouvindo seus dilemas ou suas pequenas curiosidades. É a escola participante da família do educando.
A criança é um ser social. Ao recebê-la na porta da escola, recebe-se também toda a gama de impressões, informações e assimilações bem vivenciadas ou não, bem elaboradas ou não. Como todo ser social, ela também se interessa pelo mundo que a cerca, todavia se depara não só com os aspectos positivos da vida, mas com os negativos: violência, tráfico de drogas, a banalização do amor, a exploração da figura feminina, o consumismo compulsivo entre tantos outros fatores que causam nas crianças uma curiosidade natural além do medo, do espanto, encanto e identificação.
Todos os indivíduos se baseiam em modelos. Entretanto há os modelos bons e os modelos ruins: os modelos são buscados nos momentos em que o indivíduo, em qualquer fase de seu desenvolvimento, se sente curioso ou depressivo. Portanto, a família e a escola devem estar atentas e em sintonia a quaisquer sinais diferentes de comportamento. As mudanças na maneira de agir muitas vezes são um pedido ajuda, que as crianças (e adolescentes) não conseguem expressar claramente, pois não têm domínio sobre suas ações e sentimentos mal canalizados. Na ausência de educadores firmes e equilibrados, as crianças e os jovens procurarão outros modelos com que se identificar, os modelos ruins.
A aprendizagem, como qualquer coisa da vida do ser humano, deve ser prazerosa, deve ser algo que estimule o ser em desenvolvimento a querer aprender sempre mais e com maiores detalhes. Quando a criança é estimulada com carinho e atenção para os estudos, incentivada pelos pais a realizarem as tarefas de casa, a freqüentarem a escola fazendo dela uma continuação de seu lar e na escola; os professores e funcionários promovem um ambiente de confiança, fraternidade e de comunicação, a criança corresponde positivamente: ela aprenderá os conteúdos com maior embasamento e naturalmente se desenvolverá tornando-se um adulto feliz, consciente e saudoso de sua infância que passará os mesmos valores às gerações futuras.
BIBLIOGRAFIA
ROSSINI, Maria Augusta Sanches. Pedagogia Afetiva. Petrópolis, Ed. Vozes, 3ª edição, 2001.
LEIA TB: Educar com afetividade sabendo dizer "NÃO"
Site recomendado: http://www.mariaaugustarossini.com.br
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Que o ikebana tradicional em sua forma mais simples, representa o céu, a terra e o homem. E que o ikebana simbolizava certos conceitos filosóficos budistas, mas com o passar do tempo, esta arte foi se adaptando ao gênio peculiar do povo japonês, aos poucos, muito da conotação religiosa foi desaparecendo, dando ênfase ao ensino do naturalismo.
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HOMENAGEM A DORIVAL CAYMMI...
TRÊS VERSÕES PARA UMA MESMA CANÇÃO...

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OUÇA GAL COSTA E DORIVAL CAYMMI AQUI
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Dorival Caymmi
30/4/1914 16/8/2008
Biografia
Compositor baiano responsável em grande parte pela imagem que a Bahia tem hoje em dia, seu estilo inimitável de compor e cantar influenciou várias gerações de músicos brasileiros.
Em Salvador teve vários trabalhos antes de tentar a sorte como cantor de rádio, e como compositor ganhou um concurso de músicas de carnaval em 1936. Dois anos mais tarde foi para o Rio de Janeiro com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e talvez arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador.
Mas, incentivado pelos amigos, muda de idéia e resolve enveredar para a música. Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O Que É Que a Baiana Tem" incluída no filme "Banana da Terra", estrelado por Carmen Miranda. Em seguida sua música "O Mar" foi colocada em um espetáculo promovido pela então primeira-dama Darcy Vargas.
Daí em diante seu prestígio foi se ampliando. Passou a atuar na Rádio Nacional, onde conheceu a cantora Stella Maris, com quem se casou em 1940 e permanece casado até hoje. Seus filhos Dori, Danilo e Nana também são músicos.
As canções que celebrizaram Caymmi versam na maioria das vezes sobre temas praieiros ou sobre a Bahia e as belezas da terra, o que colaborou para fixar, de certa forma, uma imagem do Brasil para o exterior e para os próprios brasileiros.
Algumas das mais marcantes são "A Lenda do Abaeté", "Promessa de Pescador", "É Doce Morrer no Mar", "Marina", "Não Tem Solução", "João Valentão", "Maracangalha", "Saudade de Itapoã", "Doralice", "Samba da Minha Terra", "Lá Vem a Baiana", "Suíte dos Pescadores", "Sábado em Copacabana", "Nem Eu", "Nunca Mais", "Saudades da Bahia", "Dora", "Oração pra Mãe Menininha", "Rosa Morena", "Eu Não Tenho Onde Morar", "Promessa de Pescador", "Das Rosas".
Em 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas. A editora Lumiar lançou em 1994 o songbook com suas obras, acompanhado por três CDs.
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Dorival Caymmi, por Elifas Andreatto
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IMAGEM ARTEBRASILIS - 26/08/08

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Catar papel, modo de sobreviver
Eles estão presentes em toda a cidade, mas muitos preferem fingir que eles simplesmente não existem. Entretanto, os catadores de papel com seus carrinhos lotados de material reciclável já fazem parte da paisagem urbana, em um reflexo direto do alto índice de desemprego no Brasil.
Apesar de a profissão ser reconhecida pelo cadastro brasileiro de ocupações, não há um registro exato de quantas pessoas exercem essa função - estima-se que em Curitiba sejam 15 mil. Entretanto, em uma análise por amostragem, é unânime a versão de que ser catador de papel não é uma opção, mas um modo de sobrevivência - a renda de um catador de papel gira em torno de R$ 200 mensais e este dinheiro muitas vezes é utilizado para sustentar toda a família.
Na dura rotina, eles arrastam pesados carrinhos por calçadas irregulares, ou dividem o espaço do asfalto com os carros. Faça chuva ou faça sol, são no mínimo cinco horas percorrendo a cidade em busca de material - o que geralmente é feito durante a noite. Durante o dia, a função é separar o material recolhido para vender nos depósitos, com os quais os catadores vivem uma relação de amor e ódio.
“Se por um lado eles reconhecem que são explorados, por outro dependem dos depósitos, que emprestam o carrinho a eles e dão um espaço para eles viverem”, diz Mariuza Aparecida de Lima, uma das comandantes do Instituto Lixo e Cidadania [LINK], que luta pela mobilização da classe em busca de melhores condições de vida.
No mecanismo de trabalho, a maioria dos catadores não tem dinheiro para a aquisição do carrinho próprio. Então, procuram os depósitos para os quais entregam o material separado em troca do instrumento de trabalho e, em algumas vezes, um espaço para viver - há famílias inteiras dividindo espaço entre o lixo nesses locais.
“Conseguimos, através de doações, conceder alguns carrinhos. Mas o problema da moradia é muito difícil de ser resolvido”, diz Mariuza, referindo-se ao trabalho do Centro de Formação do Catador, que funciona na Rua Doutor Salvador de Maio, 25, no Jardim Botânico.
Quem não vive nos depósitos, acaba tendo que se submeter ao preço pago por eles pelo material separado. Para se ter uma idéia, um quilo de alumínio - material mais valorizado pelas empresas, custa R$ 2,90.
Ecologia
A despeito das agruras de uma vida de privações, os catadores têm o alento de ser agentes ecológicos. O trabalho árduo da coleta e separação do lixo, para posterior reciclagem. “É o que usamos como questão de resgate social. Somos importantes para a preservação do meio ambiente e da humanidade, mesmo que haja muito preconceito e marginalização”, diz Mariuza.
No instituto, está sendo plantada uma semente de conscientização em torno deste importante papel social dos catadores, inclusive com palestras educativas, com participação efetiva do Ministério Público. “Somos cidadãos e temos direitos como qualquer outro cidadão. Por isso, a mobilização é fundamental”.
Trabalho feito durante a noite acaba rendendo mais
O dia de trabalho da maioria dos catadores de papel começa quando muitas pessoas estão voltando aos seus respectivos lares. Terezinha Aparecida da Silva Gonçalves, casada, mãe de duas crianças, reveza com o marido Flávio as saídas em busca do lixo que vai sustentar a família.
“Trabalhamos das 17h às 23h, porque é o horário em que as pessoas e as empresas colocam o lixo para fora e podemos encher o carrinho”, diz Terezinha. Com o marido e os filhos, eles moram em uma casa alugada na Vila das Torres. Durante o dia, as crianças ficam numa creche da Prefeitura. À noite, ficam com o pai ou com a mãe, dependendo do dia. “Poderíamos morar em algum depósito, mas dá muita mistura, tem muita gente que não presta e fica se embebedando”, diz Flávio.
Com o pouco dinheiro que juntam - cada um consegue em média R$ 200,00, eles pagam o aluguel e pelo menos alguma comida na mesa, mas asseguram que só catam papel por extrema necessidade. “Eu vim de Guarani-açu para Curitiba em 95, em busca de emprego, mas sem estudo, pouco se consegue. Até hoje estou procurando, sem sucesso”, lamenta Terezinha.
Apesar de o marido Flávio ser um caso típico da herança profissional paterna - o pai dele já exercia essa atividade, Terezinha pensa em um futuro diferente para os filhos. “Quero que eles estudem. Tenho consciência da importância ecológica do catador, mas isso é sobrevivência. Quero uma vida melhor para as crianças".
A migração do campo para a cidade é muito comum entre os catadores. A propaganda em torno da capacidade de geração de empregos propalada na década de 90 provocou um êxodo rural considerável. Sem empregos suficientes para atender à demanda, a opção de muitos foi se tornar catador.
Andréia Aparecida dos Santos, mãe de três meninos, está em Curitiba há quinze anos, vinda de União da Vitória. “Minha família já estava aqui e vim tentar a sorte. Acabei virando catadora”, diz. Este ano, ela virou voluntária do Clube Mães e hoje trabalha como artesã. “A vida nas ruas é muito desgastante, com frio e violência. Além do esforço físico, muitas vezes não somos bem tratados e vistos como marginais". (...)
Estudo diz que 61% dos catadores de papel de SP já tiveram emprego
Os carroceiros da cidade de São Paulo, que seriam cerca de 20 mil, conseguem obter uma renda mensal média de até R$ 450 (...) A maioria já trabalhou na economia formal, inclusive com carteira assinada. Estas são constatações de um perfil da "categoria" feito pela Secretaria Municipal do Trabalho, baseado em cerca de 500 entrevistas. A profissão, para a maioria dos catadores, é nova. Grande parte deles afirma estar de quatro a nove anos na função (23%), seguidos carroceiros com até dois anos de trabalho (22%).
A grande maioria já teve carteira assinada (61%), sendo que a experiência profissional mais encontrada é na construção civil (39%). O ganho médio num dia de trabalho é de R$ 6 a R$ 10 (28%), podendo subir e ficar entre R$ 11 e R$ 15 (21%). Cerca de 90% dos carroceiros são homens, e, apesar de haver a necessidade de um esforço físico para puxar a carga, 48% têm idade entre 41 e 55 anos. Grande parte reside em casas (55%) e apenas a minoria mora na rua (23%) ou em albergues (14%).
Dos entrevistados, 77% não apresentaram nenhum problema de saúde física, mental ou vícios. A escolaridade é baixa e a maioria não completou o ensino fundamental. A maior concentração dos carroceiros, também conhecidos como "catadores", fica nos bairros do Centro e da Lapa, nos quais atuam 32% e 29% deles, respectivamente. O motivo, diz a Prefeitura, é a alta quantidade de resíduos jogados nas ruas nestes pontos. Entre os materiais que são recolhidos prioritariamente pelos carroceiros destacam-se plástico, metal e papel, com 53%, e tecidos e outros, com 17%.
[link]
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CLIQUE AQUI - ASSISTA O VÍDEO "quem é o descarte de quem?" (2'14'')

Aprenda a conviver com o caos das cidades grandes, encontrando tempo só para você
da Folha Online [link]
As metrópoles são fábricas de estresse, mesmo para quem não as troca por outro lugar. A convivência só é possível quando a cidade passa a ser vista com outro olhar, e as pessoas encontram espaço para o lazer e privacidade. O livro "Feliz Cidade", da Publifolha, é um guia essencial para se livrar do caos da cidades grandes.
Confira abaixo sugestões para passar um tempo sozinho e relaxar.
Encontre um canto tranqüilo
Parece que as cidades grandes têm praticamente tudo que você quer ou necessita, menos um pouco de paz e tranqüilidade e algum tempo para si mesmo. Não é fácil distanciar-se de tudo isso. A verdadeira solidão, no sentido de isolamento completo, é quase impossível. Assim que se sai de casa, são bem poucas as oportunidades de estar inteiramente só. No entanto, pode-se conseguir isolamento relativo para ter uma sensação maior de afastamento, privacidade e tranqüilidade - mesmo que haja algumas pessoas em volta.
Crie um refúgio interno
Tente arrumar um espaço dentro da sua casa em que você realmente possa passar um tempo. Arranje pelo menos um cômodo ou local que lhe dê mais bem-estar. Seu canto particular pode ser em qualquer lugar: uma cadeira junto à janela, uma cozinha, um quarto ou um escritório acolhedores, em que você possa fechar a porta e se sentir afastado de tudo.
Ande um pouco pelo parque
Espero que você more perto de uma área verde. E espero que você a use. Mas, mesmo que não haja nenhuma por perto, faça o esforço e vá conhecer os ótimos parques da sua cidade. Toda cidade grande tem lugares assim, onde se pode andar sem compromisso, vendo o movimento à volta ou deixando-se levar pelos pensamentos.
Procure um santuário
Claro que as igrejas e os templos são locais próprios para rezar, mas também servem para outros fins. Você pode refletir, meditar ou apenas deixar a mente voar. Silenciosos, com pouca iluminação, são lugares ideais para estar só. Muitos têm arquitetura grandiosa e inspiram e revitalizam até o espírito mais afligido pela cidade.
Vá atrás da água
Muitas cidades grandes localizam-se à margem de um mar, um lago ou um rio. Um dos principais motivos de serem como são é justamente terem acesso por água. Nesses locais, geralmente há bancos e mesas para os moradores. Se não houver, é bom ter no porta-malas do carro uma cadeira dobrável ou toalha para se sentar.
Veja o pôr-do-sol
Para mim, o melhor momento do dia é quando o sol se põe. A transição do dia para a noite pode ter grande poder hipnótico. Talvez não seja fácil encontrar um lugar apropriado para ver o pôr-do-sol em uma cidade grande. Mas eles existem
Freqüente saguões
Muitos dos hotéis da cidade, especialmente os mais antigos, estão instalados em prédios lindos, que podem ser uma delícia para passar o tempo. Você não estará sozinho, mas é provável que não o importunem.
Visite os animais
Zoológicos e aquários são lugares excelentes para escapar dos seres humanos. Nos dias de semana, costumam estar praticamente vazios.
Cultive a solidão
A paisagista Linda Yang diz que a palavra paraíso vem de paradeisos, da origem persa e grega, e significa "parque privativo de reis", onde havia paz e beleza em meia a árvores frutíferas e flores. Uma área pequena com tal paraíso pode dar alguma tranqüilidade à sua vida.
Vá ao cemitério
Nas grandes cidades, é comum ignorar os cemitérios por serem locais muito solitários. Quando eu morava em Toronto, passava um pouco de tempo em um deles. E foi lá que eu consegui fazer meus melhores devaneios e reflexões.
Encontre um momento em qualquer lugar
Quase sempre achamos que podemos desfrutar a solidão em locais tranqüilos e por um bom tempo. Mas os períodos curtos também ajudam a aliviar o estresse. A vida urbana tem vários desses momentos.
"Feliz Cidade"
Autor: Allen Elkin
Editora: Publifolha
Páginas: 184
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VÍDEO DO PROGRAMA PÉ NA RUA (TV CULTURA)
TEMA: URBANÓIDES
CLIQUE A Q U I
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>>>> livro citado na reportagem:

ALGUMA COISA ACONTECE...A CIDADE DE SÃO PAULO EM 22 DEPOIMENTOS (Ed. Senac)
autor: HERBERT CARVALHO
São 22 personalidades que, mesmo as não nascidas em São Paulo, têm com a metrópole uma relação de intensa vivência, repleta de histórias para contar e de afeição para compartilhar. O Senac São Paulo homenageia a cidade na voz destes homens e mulheres que ajudam e mantê-la grandiosa como merece.