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USINA DOS SONHOS
Dois Córregos: a Cidade dos Poetas
Cassiano Elek Machado (in Folha de São Paulo 01.01.97)
Cidade localizada a 270 km a noroeste de São Paulo desenvolve o projeto "Usina de Sonhos", levando 3.500 crianças a escrever poemas; trabalhos são reproduzidos em muros do hospital, da igreja e da delegacia e no jornal local .
Tom Jobim disse uma vez que a inspiração para as suas canções não vinha só de praias cariocas, mas também de cidades do interior como Dois Córregos, onde seu avô foi criado. A Dois Córregos de Jobim era conhecida por "Cidade Amizade''. Hoje é a "Cidade dos Poetas''.
Atualmente, 3.500 crianças escrevem poemas na cidade, de cerca de 30 mil habitantes.
A mudança foi resultado do projeto "Usina de Sonhos'', criada pelo usineiro José Eduardo Mendes Camargo, 47.
Há um ano e quatro meses, o presidente da usina Santa Adelaide e poeta amador construiu a estrutura da "fábrica de sonhos''.
O projeto estimula a criação poética a partir da formação de professores de escolas públicas e particulares. Atualmente, 70 mestres "ensinam'' os caminhos da linguagem poética em sete escolas da cidade (270 km a noroeste de SP).
As composições das crianças não são lidas só pelas professoras e pelos familiares. Poemas foram pintados em muros de lugares centrais da cidade, como a igreja, o hospital e a delegacia e também são reproduzidos em jornal local.
Depois de pular o muro da escola, o projeto cruzou as fronteiras da cidade, do Estado, do país. A Unesco "apadrinhou'' o projeto, o ministro da Cultura, Francisco Weffort, prometeu colaborar e a secretária estadual da Educação, Rose Neubauer, definiu o "Usina de Sonhos'' como "a menina dos olhos'' da secretaria.
Segundo o delegado de ensino de Jaú, Aguinaldo dos Santos, responsável pela região dois-correguense, dez cidades da região estudam a implementação do projeto.
A poesia rimou com as boas notas. De acordo com Santos, o aproveitamento de escolas de Dois Córregos em testes de língua portuguesa da Secretaria da Educação aumentou de 4% para 86% depois que o projeto foi implementado.
Reconhecidos nos boletins, os poetas de Dois Córregos foram premiados em São Paulo.Dois concursos estaduais de poesia, um em 1995 outro em 1996, terminaram com dois habitantes da cidade entre os quatro primeiros colocados.
Drummond "O objetivo não é descobrir um Drummond'', diz José Eduardo, "mas desenvolver uma geração de pessoas criativas''. Maria Regina Zorzella Napolitano, coordenadora do projeto, conta que algumas crianças gostam tanto dos exercícios de criação que visitam a casa dela todos os dias com poemas debaixo do braço. "Trouxe mais um, dona'', dizem.
Segundo Maria da Graça Abreu, a outra coordenadora, o objetivo de oferecer poesia a essas crianças é fazer com que elas se reconheçam no cotidiano.
De certo modo, o dia-a-dia da cidade já esteve vinculado à poesia antes da "Usina de Sonhos''.
Antonio Gonçalves da Cunha, prefeito da cidade na década de 60, ganhou notoriedade pela linguagem empregada nos decretos. Cunha usava frases como "verdes mares bravios de minha terra''.
As estrofes que já estiveram no cotidiano da Prefeitura devem chegar agora à Câmara dos Vereadores da cidade.
De acordo com projeto de lei que tramita na câmara, as sessões deliberativas deverão ser abertas com a leitura de poemas feitos pelos pequenos dois-correguenses.
O jornalista Cassiano Elek Machado viajou a convite da usina Santa Adelaide
Dois Córregos pode se transformar em um pólo mundial de poesia em 1998.
O poeta chileno Raul Zurita visitou a cidade no ano passado e se encantou com o projeto.
Zurita idealizou um encontro mundial de poetas, nos moldes do que acontece anualmente em Medellín -considerado o mais importante do mundo-, na cidade.
O chileno chegou a apresentar o projeto na cidade colombiana e recebeu a garantia de presença de nomes como o também chileno Antonio Skármeta, o autor de "O Carteiro e o Poeta'', e o japonês Gozo Yoshimasu. Alguns vencedores do Prêmio Nobel de Literatura, como o colombiano Gabriel García Márquez, já manifestaram interesse em visitar Dois Córregos.
O cineasta Carlos Reichenbach, de "Alma Corsária'', que se diz um apaixonado por Dois Córregos, é outra personalidade que deve projetar a cidade no exterior.
O longa-metragem "Dois Córregos, Verdades Submersas no Tempo'', que terá 90% das cenas rodadas na cidade, está em fase de pré-produção e deve ficar pronto na época do encontro de poetas.
Segundo o apresentador de televisão dois-correguense Carlos Nascimento, da Rede Globo, autor da letra do hino da cidade, essa efervescência cultural é resultado "de uma escola pública muito boa, com grandes professores de português''.
>>>> acesse mais informações em: http://www.usinadesonhos.org.br/quemsomos.asp
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A DICA É DO BLOG http://casinhadebrinquedo.blogspot.com

A IDADE DE SER FELIZ
Mário Quintana
Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

VEJA ESTA POESIA FORMATADA EM: http://www.paralerepensar.com.br/6.jpg
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IMAGEM: http://www.pmf.sc.gov.br/ebm_batistapereira/webquest-MariaLucia/Mario%20Quintana.JPG

Cultura de Paz e Pedagogia da Convivência
Pela primeira vez na história as gerações mais novas detêm habilidades, competências e conhecimentos que as mais velhas procuram alcançar - às vezes com grande dificuldade. Pela primeira vez também a dinâmica social adquire um caráter horizontal, e as relações não se articulam mais através de papéis predeterminados - cada situação exige uma nova configuração no tabuleiro do poder. Tudo está sendo revisado - oferecendo, provocando e exigindo novas leituras, novas prioridades, novas escolhas e, igualmente, novas incertezas.
Como contextualizar o ensino / aprendizagem em uma realidade tão mutável? Que repertório de valores podem integrar o sentir, o pensar e o agir? Como aliar liberdade crescente com interdependência urgente? Qual o papel da escola e da comunidade na orientação de significados que acolham as múltiplas dimensões do ser, suas aspirações e potencial criativo? E como as políticas públicas podem promover valores e ações para gerar alternativas de convivência?
Neste Fórum contaremos com as contribuições dos mais destacados pedagogos da atualidade e, igualmente, personalidades comprometidas com o desenvolvimento da Cultura de Paz em todos os setores da sociedade, nos quatro cantos do mundo. Oportunidade singular de conferir avanços, descobrir espaços de convergência e valorização do exercício democrático pois, nas palavras de Nilson José Machado "A educação sempre será motivada pelo que é possível imaginar e não apenas pelo que é possível imaginar como possível; nunca poderá resumir-se apenas a utopias, mas jamais poderá prescindir delas".
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PROF. DR. DAVID ADAMS
"Na UNESCO, ao preparar o Ano Internacional da Cultura de Paz, esboçamos uma resolução que fazia a distinção entre cultura de guerra e cultura de paz. Desde então, venho trabalhando numa estratégia que nos leve da cultura da guerra, que reina nas sociedades humanas desde a pré-história, para uma cultura de paz. Depois de extensa análise antropológica, histórica e política, percebi que a cultura da guerra é monopolizada pela nação-Estado, não apenas para conquistas externas, mas, principalmente, para manter controle político interno. Uma vez que os sistemas estatais entram periodicamente em colapso, numa conjuntura desse tipo, e com o devido preparo, será possível substituir o sistema global de Estados por um sistema democrático global baseado em autoridades locais a nível regional. Esta mudança poderá lançar as bases de uma transição para uma cultura de paz. Se Johan Galtung está correto ao dizer que o próximo colapso virá por volta do ano 2020, não temos muito tempo para os preparativos."
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PROF. DR. XESÚS R. JARES
A cultura de paz exige uma pedagogia da convivência e vice-versa. Não é possível construir uma cultura de paz sem os procedimentos e valores de uma pedagogia para a convivência. Nem é possível desenvolver tal pedagogia sem os valores, objetivos e conceitos da cultura de paz. As duas dimensões se fundam nos conceitos de dignidade, igualdade, justiça social e liberdade que caracterizam os direitos humanos. Como afirmamos em nosso livro Pedagogia da Convivência (São Paulo, Palas Athena, 2008): "Toda relação humana traz consigo certo modelo de convivência que pressupõe determinados valores, formas de organização, sistemas de relacionamento, metodologias para enfrentar conflitos, formas lingüísticas, modos de expressar os sentimentos, expectativas sociais e educativas, maneiras de exercer o cuidado etc.". Esses valores e formas de organização e de enfrentar conflitos devem ser coerentes com os valores da cultura de paz, democracia e direitos humanos.
No entanto, uns e outros estão gravemente ameaçados ou impossibilitados, de acordo com a região geográfica e a época em que vivem, e pelas consequências da globalização neoliberal. Esta tem por premissa submeter todas as relações humanas ao triunfo do mercado e traz consigo a subordinação da política e da vida das pessoas a critérios econômicos, que nem sempre coincidem com os interesses da cidadania nem com os critérios do desenvolvimento ecológico. Finalmente abordaremos os requisitos de uma pedagogia da convivência e da paz.
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PROF. DR. MAGNUS HAAVELSRUD
A violência cultural pode ser definida como legitimação da violência estrutural e direta, segundo Johan Galtung. Uma cultura de paz requer práticas pedagógicas e políticas que caminhem em sentido oposto, ou seja, que deslegitimem a violência estrutural e direta. Discutiremos meios e caminhos para lidar com a violência direta e estrutural na educação, tendo em vista o contexto no qual ela acontece. A educação formal, informal e não-formal podem ser transmissoras de cultura de guerra ou cultura de paz dependendo do nível e do tipo de violência presente nas condições em que é praticada.
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PROFª. DRª. ALICIA CABEZUDO
Serão analisadas as diferentes práticas desenvolvidas a nível local através de políticas públicas latino-americanas de educação para a democracia, cultura de paz e direitos humanos, enfatizando-se o mecanismo através do qual as políticas regionais, nacionais e locais criam condições para que os sistemas educacionais formal, informal e não-formal trabalhem em sinergia, fortalecendo o aprendizado social e construindo educação para a paz sustentável. Veremos exemplos de como as políticas públicas em educação no nível local abriram o caminho para a cultura de paz criando plataformas para mudanças sociais e políticas concretas.
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Manifestações artísticas:
Izabel Lima, atriz e arte-educadora com especialização pela ECA/USP; Diogo Alvim Gonçalves, instrutor de Educação Gaia e da Carta da Terra na UMAPAZ; Jovens do Grajaú, redes sociais que fortalecem a cultura de paz em cenários de violência, e Rede Cultural Beija-Flor, jovens empreendedores atuando na preservação dos riscos sociais de crianças, adolescentes e comunidades por meio da arte, cultura, esportes e desenvolvimento local através de projetos socioambientais.
ENTRADA FRANCA
Serão entregues certificados
26 de abril de 2008 · sábado · das 9h às 18h30
Auditório do MASP · Museu de Arte de São Paulo
Avenida Paulista, 1578 - São Paulo / SP - Estação Trianon-MASP do Metrô
Informações: Palas Athena
PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM: http://www.palasathena.org.br