Arte Brasilis 2

É a continuidade de ARTE BRASILIS http://artebrasilis.blog.terra.com.br Uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA, EDUCAÇÃO e CULTURA DE PAZ. artebrasilis@hotmail.com - artebrasilis@bol.com.br

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Arquivo de: Abril 2008, 03

03.04.08

SER PROFESSOR... HOJE

categorias: EDUCAÇÃO EM REDE

- O que é ser professor hoje?


<<< Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo
com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar
um futuro para a humanidade sem educadores. Os educa-
dores, numa visão emancipadora, não só transformam a
informação em conhecimento e em consciência crítica, mas
também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da
palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros “aman-
tes da sabedoria”, os filósofos de que nos falava Sócrates.
Eles fazem fluir o saber - não o dado, a informação, o puro
conhecimento - porque constróem sentido para a vida
das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um
mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para
todos. Por isso eles são imprescindíveis.>>>

BONITEZA
DE UM SONHO
Ensinar-e-aprender
com sentido

Moacir Gadotti

Gadotti, Moacir
Boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido /
Moacir Gadotti. – Novo Hamburgo: Feevale, 2003.
80p. ; 21cm.

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AS BOAS RELAÇÕES

categorias: VIDA SAUDÁVEL

"Quem não se comunica se trumbica"- Frase do saudoso animador Chacrinha

Comunicação e boas relações

Em pleno século 21, no terceiro milênio e na Era da informação nem é preciso dizer o quanto a comunicação é importante para os relacionamentos. O ato de comunicar bem é tão importante quanto os próprios sentimentos. De nada adianta ter boas intenções para com os outros se não sabemos dialogar, ouvir e entender as expressões. Por isso existe o ditado: “quem não se comunica, se trumbica...”


Relações saudáveis
Relacionamentos saudáveis, sejam eles amorosos, de pais e filhos, entre amigos e mesmo no trabalho, essencialmente passam pela boa comunicação. E é importante lembrar que a comunicação pode acontecer de várias formas, não necessariamente verbal, que é a mais comum, mas também em forma de gestos, olhares, ou seja, situações em que se percebe que a pessoa entende o outro e se faz entender. “O acesso à informação não está associado à melhoria da comunicação, uma vez que por si só a informação tem pouco valor. O que gera valor é o uso que fazemos da informação que temos, o que gera o conhecimento”, diz a psicóloga clínica Renata Gonçalves de Sousa Zanusso, especialista em psicologia organizacional, mestre em ciências da saúde.


Ruídos de comunicação
Para a terapeuta Marcelle Vecchi, especialista em neurolingüística, a comunicação é a base para o entendimento entre as pessoas em qualquer âmbito. “Percebo que a comunicação entre pais e filhos perde no quesito qualidade. Infelizmente, a Era da informática tem deteriorado a comunicação interpessoal. Os diálogos são mais vazios, perderam o conteúdo principal que é perceber as pessoas à sua frente e corresponder a elas. Hoje a habilidade de percepção das pessoas está diminuída devido à conversação on-line”, opina. Ela diz que uma comunicação falha é aquela em que só nos preocupamos com o que temos de falar, sem interesse em ouvir e interagir com o outro. “Assim, ocorre uma comunicação de uma só via: só eu falo, não escuto e também não estou preocupado com o outro”, exemplifica Marcelle.


Importância do ouvir
Muitos se esquecem que o “ouvir” na comunicação é muito mais importante do que o falar. Poucas pessoas praticam essa arte de escutar atentamente. “Quando não nos comunicamos bem as relações tendem a ficar superficiais e sem conteúdo, pois a base de uma relação é o interesse pelo outro e a interação positiva e isso só é alcançado quando conseguimos nos comunicar com qualidade”, alerta. Muitos problemas acontecem quando não nos comunicamos bem. Em geral, nossas relações ficam “doentes”, conforme cunha a psicóloga Renata Zanusso. “Sentir-se mal compreendido, sentir que aquilo que você fala o outro não consegue compreender é um dos grandes problemas que afetam as pessoas. Para que a comunicação seja eficaz, primeiro é necessário conhecer a si mesmo, para saber o que dizer ou reivindicar do outro, depois, é preciso reconhecer o outro como ser independente, e estar aberto a ouvi-lo sem preconceitos”, detalha.

Só aí, já reside um problema: a maioria das pessoas apresenta dificuldades de ouvir realmente o que o outro diz, e tende a ouvir o “outro”que existe na sua cabeça, aquele que a pessoa cria conversas imaginárias. Exemplo: “Se eu falar para o meu chefe que quero mudar o período de férias ele vai ficar uma fera”! E quando de fato fala com o chefe, a pessoa já vai armada para encontrar uma fera, e, independente da reação do chefe, ela pode ser interpretada como algo que o contrariou, ainda que ele autorize a mudança do período, o que pode, depois, gerar culpa no que solicitou. “Superado esse estágio de reconhecer a si mesmo e ao outro e estar em condições de emitir a mensagem e aberto a receber a resposta, o problema que pode surgir é quando o resultado da comunicação é algo frustrante, que não coincide com o desejado.

Comunique-se bem:

:: Ouça atentamente
:: Interesse-se pelo outro
:: Perceba as reações do outro numa conversa
:: Tenha objetividade no assunto
:: Tenha clareza de pensamentos
:: Saiba expor seus pensamentos de forma linear e não interrompida
:: Encontre o momento certo de falar, a pessoa certa para escutar e o modo certo de falar (tom de voz de acordo, velocidade da fala de acordo )

A falta de uma boa comunicação provoca:

:: Divórcios
:: Guerras
:: Perda de amigos
:: Solidão
:: Atritos familiares
:: Ruptura de sociedades empresariais
:: Brigas desnecessárias

Fonte - Marcelle Vecchi, terapeuta neurolingüísta

É preciso falar e ouvir bem em todos setores
O que você leitor entende por “se comunicar bem”? O Diário fez esta pergunta à psicóloga Renata Zanusso. Ela dá pistas da boa comunicação em várias situações:

No amor
É compartilhar sentimentos com o ser amado, é poder expressar o que pensa e sente sem receio da censura, e saber-se acolhido na diferença. A comunicação no amor é algo que transcende as palavras, mas que valoriza o seu uso por meio do diálogo, do uso adequado das palavras rotineiramente. É a convivência entre pessoas que são como são, sem precisar fazer pose ou inventar estilos para agradar ao outro. Comunicar-se no amor é saber estimular no outro aquilo que de melhor ele possui e vice-versa, é uma vida de cumplicidade onde se busca o crescimento mútuo, e o aprendizado do que é melhor para ambos.

No trabalho
É buscar o espaço para exercitar o seu saber tendo em vista o bem comum, o todo maior. Comunicar-se bem no trabalho, no meu entendimento, não envolve nenhuma técnica de oratória ou de persuasão, envolve o reconhecimento de pessoas que passam a maior parte do seu dia e de suas vidas dedicadas a algo comum, ao trabalho, que é o espaço em que cada um vai buscar algo que deseja. Então, para que o nível de comunicação seja adequado, aquilo que é dito ou expresso em ações não deve ser ignorado, precisa de respostas, de amparo, de encontrar retorno, ainda que sejam respostas frustrantes, mas não pode ser desprezado, fazendo assim com que o clima organizacional seja agradável.

Na família
É estar atento ao outro sempre. Comunicar-se bem em família é aprender a ler nas entrelinhas, naquilo que não é dito, mas expresso de outras formas, e estimular o diálogo diante das situações que estão pouco claras. Muitas vezes, as pessoas emitem sinais de desesperança, pedidos calados de socorro, mas como ninguém percebe, podem chegar a tragédias como o suicídio, ou uso de drogas, gravidez na adolescência, enfim, muitos desencontros por falta de oportunidades de encontro, de comunicação, de conversas que orientam, diferente do que muitos acreditam que atitudes policialescas resolvem, sabe-se que escondem apenas a falta de comunicação entre familiares.

Na amizade
Tem um velho ditado que diz que amigo é aquele que te conhece, e ainda assim é teu amigo! Comunicar-se bem com amigos é poder expressar os sentimentos e pensamentos e construir uma intimidade tamanha, que mesmo que ele ouça algo que o desagrade, poderá mostrar isso a você e permanecer seu amigo, construindo novas possibilidades. Aprender a sinalizar o que o desagrada e mostrar o que agrada, é algo comum entre amigos, e se constitui na base da comunicação saudável entre pessoas.

- Renata Gonçalves de Sousa Zanusso, psicóloga, especialista em psicologia organizacional e psicologia do trânsito e política e estratégia nacionais, mestre em ciências da saúde - Marcelle Vecchi, psicoterapeuta neurolingüista

Fonte: www.diarioweb.com.br http://www.unilago.com.br/noticias/?idx=674

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